terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Curiosidades de Exu o Bondoso Exu






Exú sempre foi o mais alegre e comunicativo de todos os orixás. Olorun, quando o criou, deu-lhe, entre outras funções, a de comunicador e elemento de ligação entre tudo o que existe. Por isso, nas festas que se realizavam no orun (céu), ele tocava tambores e cantava, para trazer alegria e animação a todos.
Sempre foi assim, até que um dia os orixás acharam que o som dos tambores e dos cânticos estavam muito altos, e que não ficava bem tanta agitação.
Então, eles pediram a Exú, que parasse com aquela atividade barulhenta, para que a paz voltasse a reinar.
Assim foi feito, e Exú nunca mais tocou seus tambores, respeitando a vontade de todos.
Um belo dia, numa dessas festas, os orixás começaram a sentir falta da alegria que a música trazia. As cerimônias ficavam muito mais bonitas ao som dos tambores.
Novamente, eles se reuniram e resolveram pedir a Exú que voltasse a animar as festas, pois elas estavam muito sem vida.
Exú negou-se a fazê-lo, pois havia ficado muito ofendido quando sua animação fora censurada, mas prometeu que daria essa função para a primeira pessoa que encontrasse.
Logo apareceu um homem, de nome Ogan. Exú confiou-lhe a missão de tocar tambores e entoar cânticos para animar todas as festividades dos orixás. E, daquele dia em diante, os homens que exercessem esse cargo seriam respeitados como verdadeiros pais e denominados Ogans.

sábado, 6 de novembro de 2010

Os encantos de Santo Antonio
                                               

     E no dia 13 de junho que se inicia a tão tradicional festas juninas. Atinge seu ponto culminante no dia 23 de junho com termino no dia 29 do mesmo mês.
     E um momento sagrado para o camponês que busca as bênçãos dos santos para abundancia em sua próxima colheita.


Santo Antônio de Pádua (viveu)
Santo Antônio de Lisboa (nascido)

     Quando Santo Antônio nasceu, seus pais deram-lhe o nome de Fernando. Ainda pequeno já fazia suas orações, pedindo a proteção de Deus.

     Quando cresceu tornou-se padre franciscano.

     Em Pádua na Itália, viveu a maior parte de sua vida.

     Um fato ---Ali ele soube que seu pai estava preso, porque era acusado de ter matado um jovem.

     Então ele foi defender o pai, mas os juizes não quiseram acreditar nele. Disse Santo Antônio, se vocês não acreditarem em mim, farei o morto falar. Foram ter com o morto e o morto falou não ser o pai de Santo Antônio o assassino.

     Outro fato--- Um acontecimento digno de nota foi num dia um moço veio confessar a Santo Antônio haver maltratado sua mãe, dando-lhe uma ponta pé.

     Então para mostrar ao jovem que aquilo não se fazia, recriminou-o dizendo que seu pé devia ser cortado. Chegando a casa, o moço ficou arrependido e com um facão cortou o seu próprio pé.

     A mãe começou a gritar, chegando os vizinhos, foram buscar Santo Antônio. Este veio e pegou o pé do moço e colocou-o no lugar e o jovem começou a andar.

     Foi pregador eloqüente e é muito popular em Portugal e no Brasil.
     Gosta de prestar auxilio, quando a ele recorremos muito fervoroso. Possuidor de grande fé.
     Protetor das crianças. Dizem Ter fundado a primeira creche ou abrigo para as crianças. Por isso é apresentado nas Igrejas, carregando uma criança.
     Caridoso, pois gostava de ajudar os pobrezinhos, levando-lhes pães que distribuíam a todos. Comemorado a 13 de Junho.
    
    
                                  Sua Santidade Santo Antonio

     Seu nome era Fernando Bulhões filho de Martins de Bulhões e Maria Teresa Taveira Azevedo, nasceu em Lisboa entre 1191/1195, numa casa próxima da Sé de Lisboa. Permaneceu em São Vicente de Fora por três anos, tendo com 18 ou 19 entrando no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde realizou os estudos em direito canônico, filosofia e teologia.  Fernando de Bulhões abraçou o espírito de evangelização e trocou a Regra de Santo Agostinho pela Ordem de São Francisco, recolhendo-se no Eremitério dos Olivais de Coimbra mudando assim seu nome para Antonio. Mas foi na Itália que Santo Antonio se notabilizaria como exímio teólogo e grande pregador.
     Em outubro de 1226 morre Francisco de Assis.
     Antonio assiste a canonização de São Francisco em 1228. Neste ano foi a Ferrara, Bolonha e Florença. Durante 1229 suas pregações dividiram-se entre vários locais e dedicou sua vida exclusivamente a evangelizar e pregar o bem.
     Bastante doente, faleceu a 13 de junho no ano de 1231 no oratório de Arcela. Os seus restos mortais repousam na Basílica de Pádua, construída em sua memória.  
     Santo Antonio de Lisboa e dito pelo popular como um santo casamenteiro; segundo a lenda era um ótimo conciliador de casais.
     No Brasil muitas jovens afoitas por arranjar marido retiram o bebe dos braços da estatua do santo, prometendo devolver assim que arrumar um marido. Por essa razão, alguns párocos mandavam fazer a estatua do santo com o menino preso ao seu corpo para evitar os “seqüestros”. Outras jovens mais audaciosas colocam a imagem de cabeça para baixo, dizendo que só mudaria quando Santo Antonio lhe arranjar um marido. Os rituais de Santo Antonio são sempre praticados na madrugada do dia 13 de junho. Uma outra curiosidade e que quando a imagem se parte os cacos devem ser juntos e deixados num cemitério.
     Famosa e também a trezena de Santo Antonio (por ter a duração de treze dias), os fieis entoam cânticos soltam fogos, e celebram comendo e bebendo junto a uma fogueira com o formato de um quadrado. Essa festa acontece entre 1 e 13 de junho - e a famosa festa de Santo Antonio.
     Outro costume muito praticado pelos fieis e a distribuição dos pãezinhos de Santo Antonio distribuídos aos pobres, que segundo a tradição deve ser guardado dentro de uma lata de mantimento para não faltar comida durante o ano no lar. E é uma verdade o pão não mofa!


SANTO ANTONIO EM PORTUGAL
                                                   (raízes pagãs do culto)

     Santo Antonio e muito cultuado em Portugal onde e chamado carinhosamente de Santo Antoninho. Isso na cidade de Lisboa, no dia 13 de junho onde ocorre feriado municipal.
     Suas festas iniciam-se na noite do dia 12 com marchas populares, grande desfile alegórico que desce a Avenida da liberdade (principal da cidade), onde ocorre certa competição entre bairros, e uma espécie de carnaval português.
     O desfile e em geral encerrado com queima de fogos de artifício. Os rapazes compram uma planta aromática chamada manjerico para oferecer às namoradas, as quais trazem umas bandeirinhas como uma quadra popular, muitas vezes brejeira ou jocosa. A festa dura à noite toda com muitas danças, comidas típicas como sardinhas assadas na brasa, febres de porco, caldo verde e muito vinho.
    

NO BRASIL O PAU DE SANTO ANTONIO

     Milhares são os devotos de Santo Antonio no Brasil onde também e conhecido e reverenciado como o santo casamenteiro.
     Em Barbalha, no interior do Ceará, todo o mês de junho e dedicado ao santo, que é o padroeiro da cidade. Nesta cidade e feito uma cerimônia muito interessante e instigante o PAU DA BANDEIRA. Os devotos do santo cortam uma árvore de grande porte ao qual e utilizada como mastro com uma bandeira de Santo Antonio. São de fato milhares de pessoas a festejar o santo. Aqui podemos ver claramente rituais de origem pagã onde o mastro represente o falo do deus.
     Santo Antonio não é somente um santo casamenteiro ele é também padroeiro dos militares. No século XVII, dizem alguns historiadores em 1665, Santo Antonio assentou praça no 2 Regimento de Infantaria de Lagos, simbolicamente, pois D. Afonso VI (1656-1683), viu no santo a milagrosa bandeira para a vitória contra as forças espanholas sob o comando do marquês  de  Caracena.
     O santo também assentou praça nas milícias luso-brasileiras em 1685, por ocasião das lutas contra o Quilombo dos Palmares. O Governador da Capitania de Pernambuco,
João de Souto Maior tomou essa iniciativa invocando o seu milagroso auxilio.
    
SANTO ANTONIO DOS NEGROS
                                                (padroeiro da quimbanda)  

     Mas ao que parece o santo não ficaria só no hall da igreja católica. Passeando por muitas crenças, folclores e tradições o santo e bem recebido ao som dos tambores negros, regado com muita cachaça e dendê.
     No sincretismo da umbanda Santo Antonio e visto como o orixá que zela pelos caminhos e encruzilhadas, Exu!
     Largamente amado e invocado pelos espíritos dos pretos velhos que possivelmente absorveram a devoção no contato com o catolicismo popular.
     Quando chegaram ao Brasil por motivos de perseguição e forçados pelo clero a adotar a fé branca os negros criaram um paralelo com os santos católicos. Estavam eles na verdade bem mais próximos do catolicismo popular ao qual se nota grande sua influencia nos terreiros de umbanda. E nesse caso o nosso amado Santo Antonio não ficou de fora e foi assimilado a exu ou mesmo como o Grande Chefe do povo de rua, onde foi se assim pode se dizer nomeado com Santo Antonio de Pemba (linha de povo de rua), e Santo Antonio de Batalha (na linha de Ogum de Ronda). Ultimo esse é claro por sua influencia combativa, vitorioso e padroeiro dos militares.
     Mas o santo foi bem, mas longe e também cultuado na religião do vodu de origem africana pelo nome de Papá Legbá Macuté, divindade das esquinas e despachos. Aqui podemos ver a influencia do catolicismo francês.
     Possivelmente a origem da palavra vodu ou vooduu vem da bruxaria medieval, no qual os praticantes eram os valdenses ou voudois. E depois foi criado pelos negros trazidos do Haiti, que tiveram influências cristãs e dos índios arauaques. E da fusão da crença Daomé cristianismo e arauaques surgiu o vodu. 
     Legbá também partilha semelhanças com Orunmilá, o Orixá da profecia que ensinou a humanidade como usar o oráculo de Ifá. Ele costuma aparecer como um homem velho, com uma muleta ou bengala, usando um chapéu de palha às vezes de aba larga e fumando um cachimbo, e fazendo aspersão de água. O cachorro é o animal sagrado a Legbá. Nesse caso devido ao simbolismo desse animal como guardião entre os mundos e portões dimensionais entre a vida, a morte os mistérios do mundo astral. Mas ele também está representado no Haiti como São Lázaro ou Santo Antonio o Grande.
     No Benin e Nigéria, Legbá e visto como um jovem viril (Santo Antonio Pequenino), e muitas vezes cornudo e fálico, e o seu símbolo e normalmente localizado na porta das aldeias na zona rural.
     Há dois tipos de vodus o Dada-canzo sem uso de sacrifício animal e muito próximo ao catolicismo e o Vodu Petro ou Magia Negra com certos tipos de evocações espirituais pesadas.


    




quinta-feira, 26 de agosto de 2010

FEITIÇOS



A prática de feitiços, apesar de ser lendária, ainda encontra barreiras em algumas pessoas, sem contar aqueles que se empenham em ridicularizá-la. Mas uma arte que já está com a humanidade há muito tempo deve ser respeitada, se fosse falsa não teria durado por tantas gerações. Imaginemos que nós estamos mergulhados em uma atmosfera condutora de energia, assim como os peixes estão mergulhados no mar, nós estamos mergulhados nesta atmosfera, tudo que pensamos ou desejamos emana de nosso corpo e passa pela atmosfera, nossos pensamentos viajam até encontrar seus objetivos, ou pensamentos que vibrem na mesma freqüência.
Uma magia serve para potencializar essa emanação de desejo, este pensamento ganha muito mais força, porque, ao fazer o feitiço, estamos concentrados no desejo, pedindo uma ajuda. Ao fazer um ritual, sua mente consegue, de forma mais fácil, materializar o objeto de desejo, oferecendo o que poder ser caracterizado como um atalho até o objetivo que se deseja conquistar. Por isso, apesar de não podemos ver nossos pensamentos, podemos senti-lo quando estamos concentrados (lembre-se da reza do poder de concentração no momento dela). Assim como o magnetismo que puxa o ferro para perto do imã, como a radiação que pode queimar a pele, o pensamento está a todo o momento a nossa volta, eu estamos mergulhados em uma atmosfera condutora de pensamento e o que desejamos virá até nós, basta estarmos preparados.

OS QUATRO ELEMENTOS NA MAGIA

Como há quatro estações climáticas – Primavera, Verão, Outono e Inverno – há também quatro sensíveis fases a ser notadas na vida humana; Infância, Juventude, Maturidade e Velhice.
A infância corresponde à água, a juventude ao ar, a maturidade corresponde ao fogo, já a velhice a terra.

Veja a baixo a relação de cada um.

AGUA




A água, úmida e fria, representa o estado liquido da matéria, a elasticidade absoluta e latente da vida, a receptividade e a passividade. A água se move segundo as impressões recebidas. É o elemento-base. O meio vital primeiro, a matriz da vida.
O ritual da água é a magia dos Mestres e discípulos, das tradições, dos espelhos, dos adivinhos e videntes, dos astrólogos, dos grandes magos, do mundo invisível e das sombras.

AR




O ar úmido e quente representa o estado gasoso, fluido, impalpável, leve, volátil, que tende à expansão e à difusão ilimitada no espaço cada vez maior. Em continuo estado de liberdade e disponibilidade, está exposto a todos os contatos, deslocamentos, misturas, associações, mudanças, influencias e condições. Quando comprimido é uma força poderosa, motriz e explosiva.
O ritual do ar é a magia do Verbo. É a magia de quem usa as palavras faladas e escritas.

FOGO




O fogo, seco e calorífero, representa o estado ígneo, da incandescência da consumação da matéria criada, animada, transformada ou destruída. Exalta, intensifica, acelera, exaspera, leva ao paroxismo ou transmuda aquilo que trata. Ora violento, agressivo, destruidor, ora liberal, decantador, purificador. É a ação dominante, o poder conquistador, o fator de luta, do desenvolvimento, da hierarquia, da afirmação, da personalidade.
O ritual do fogo é a magia da Transformação, da intuição, magia que age repentinamente devastando tudo.

TERRA




A terra, seca e fria, representa o estado sólido, consistente, denso e fixo do material ao final da evolução depois da obra de combustão do fogo. È o estado de concentração por excelência, de condensação e, finalmente, de desmaterialização, de petrificação, e mineralização e de fossilização, terminando numa estrutura mais ou menos geométrica das coisas, na conservação dos seus valores duráveis num corpo autônomo, resistente, limitável, isolado e fechado.
O ritual da terra é a magia das feiticeiras, dos xamãs, daqueles que atuam junto à natureza.

Retiro de Apollo e Lumina


Chamado para ir ao retiro de Apollo e Lumina




Em nome do Cristo, o meu Eu Verdadeiro, apelo para o coração da Presença do EU SOU, e para o Anjo da Presença, para o Arcanjo Miguel, e a Amada Kuan Yin, para que me conduzam, na minha alma, e na minha consciência anímica, ao retiro dos Amados Apollo e Lumina sobre a Saxônia na Alemanha, de acordo com as instruções do meu Santo Cristo Pessoal, e do Maha Chohan. Peço para receber as instruções da lei da sabedoria e me seja dada a fórmula para a vitória da chama da iluminação no meu coração.

Amado Apollo, peço que todas as informações necessárias para o cumprimento do meu plano divino, e o da minha querida chama gêmea, sejam comunicadas à minha consciência de vigília, conforme o necessário. Agradeço-vos, e aceito que isto se faça com todo o poder do Cristo ressurecto. Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo e da Mãe Divina.

Amém

Saudação aos Patronos da Luz


SAUDAÇÃO AOS PATRONOS DA LUZ

Saúdo todo o povo do Sol nascente
E peço sua proteção neste momento
Que a energia vivificante do Sol nosso pai possa iluminar cada recanto do meu ser e minha mente possa estar conectada ao seus divinos mensageiros da luz divina.
Louvado sejam todos os deuses da luz
Apolo, Mitra, Jesus, Elohin, Hélios, Metraton, Horus e todos os patronos da luz maior.
Bendito seja o Pai Sol
Bendita seja a Mãe Lua
Bendita seja a estrela Vênus nossa mãe de amor.
Bendito sejam nossos mentores que tanto ajudam em nossa jornada evolutiva.
Que nesse momento toda energia negativa seja transformada em energia positiva atuante no campo de luz.
Que qualquer tipo de mazela a mim enviado seja desmanchada e transmutada em energia do bem.
Que eu seja assistido pelos deuses da luz e dentro desse circulo de luz divina eu seja sempre protegido, envolvido e amparado pelos mentores do plano de luz e todos os deuses.
Senhor da luz abundante esteja comigo
Senhora da luz abundante esteja comigo.
Estrela Vênus nossa mãe de amor esteja sempre comigo.
Fogo sagrado do nosso lar esteja sempre vivo em minha alma
Pela força e conhecimento dos antigos sábios que assim se faça.
Amém!!!
Mitrael lucius...

Hades o Profundo




Hades era o deus do mundo inferior, subterrâneo onde residiam os mortos e determinados imortais mitológicos.

Embora Hades parecesse sinistro e frio, não era considerado satânico ou maldoso. Era sim, implacavelmente justo e irrevogável em seus decretos, mas nunca foi inimigo da humanidade e nunca fez mal a ninguém. Seu império é tecido de sombras, frio, trevas e de todas as sensações pertinentes à uma depressão profunda, onde a pessoa é incapaz de visualizar ou agüentar a luz solar da vida cotidiana. Depressões são as iniciações ao reino de Hades, que é compreendido e analisado tanto na psicologia como na tanatologia (estudo da morte).

O domínio de Hades é o inconsciente individual ou coletivo, onde reside nossas memórias e sentimentos reprimidos, que não podem ser mantidos visíveis no mundo superior, assim como tudo que ansiamos em "vir a ser" e também tudo que já fomos.

O espectro da morte nos leva a presença de Hades. Mas aqui não falamos da morte física, mas sim da morte como ruptura de um relacionamento, de nossas esperanças ou de propósitos.

Entretanto, tudo que precisamos para nos tornar inteiros, encontraremos neste "Vale das Sombras". As sombras do mundo inferior são como os arquétipos, ou seja, são formas que precisam de energia vital, potenciais virtuais que aguardam virem à luz.

Hades é a força do inconsciente que só é valorizada quando se desce até lá. É ainda, considerado o arquétipo reprimido do Pai.



Hades, assim como Zeus e Poseidon, era retratado como um homem maduro de barba espessa e um olhar severo, muitas vezes com um capacete, presente dos Cíclopes, que possuía o poder da invisibilidade. Já quando era representado como um deus da riqueza, trazia consigo uma cornucópia ou chifre repleto de iguarias.

Quando sentado em seu trono de ébano ou de enxofre, portava um cetro negro, uma forquilha ou uma lança. Outras vezes, mostrava uma chave na mão, simbolizando que as portas da vida estão sempre fechadas àqueles que visitam seu império. Também já foi representado em uma carruagem conduzida por quatro cavalos negros.

Hades não teve filhos e segundo Homero, afastou-se de seu mundo inferior duas vezes. Sua única saída significativa ocorreu quando raptou Perséfone.

ARQUÉTIPO DA RECLUSÃO

Reclusão é a palavra de ordem do deus Hades. Ele vivia recluso em seu próprio mundo com as sombras.

O isolamento humano é uma fonte rica de criatividade que pode ser expressa por meio das artes, assim como pode nos levar de encontro à unidade. A reclusão de Hades, pode vir a ser a parte faltante em muitas pessoas que não sabem valorizar as oportunidades de serem introvertidas da maneira que este arquétipo possibilita.

O mundo atual, enfatiza a produtividade e não incentiva o isolamento. Contudo, a reclusão não precisa ser solitária, pode-se combinar as percepções subjetivas de Hades à visão da realidade objetiva de Zeus e à reatividade emocional de um Poseidon, aí sim, alcançaríamos a medida certa do bem viver.

O HOMEM INVISÍVEL

Hades se tornava um homem invisível quando se aventurava no mundo exterior se utilizando de seu capacete de invisibilidade.

Hades é o arquétipo que preside a vida interior sem emoções e sem palavras. Quando ele é o arquétipo dominante, resulta a invisibilidade social, pois a maioria das pessoas não possuem a capacidade de visualizar a sua riqueza interior e geralmente ficam desconfortáveis com sua presença.

NO MUNDO DAS SOMBRAS



-"Hoje não estou legal!". Esta é uma das frases que caracterizam uma das pequenas descidas ao reino inferior de Hades tão costumeiras no nosso dia-a-dia. As pessoas deprimidas sentem-se distantes e separadas de tudo o que tem significado para elas e é bem comum que a percepção da vivacidade e da cor perca-se e o mundo se torne literalmente tomado de sombras. Este tipo de depressão pode estar associado a descida até o mundo interno de imagens e vozes, onde nos confrontamos com as nossas sombras.

A psicologia junguiana nos esclarece que as sombras são todas aquelas partes de nós que são inaceitáveis ou dolorosas que podem ter sido soterradas ou reprimidas no nosso inconsciente pessoal.

O mundo das sombras, entretanto, também inclui elementos positivos que não vieram à tona e continuam nas sombras. Este material corresponde aos tesouros enterrados no plano inferior, associado a Hades.

A maioria das pessoas entram no reino de Hades de maneira involuntária. Mas há quem entre neste mundo voluntariamente. Dionísio, por exemplo, desceu até lá procurando sua mãe, Sêmele. O amor por sua esposa Eurídice levou Orfeu até Hades. Já Odisseu se aventurou neste reino buscando informações para achar o caminho de volta para casa. Mas as descidas voluntárias, são acompanhadas de grandes riscos, pois nunca existe a garantia do retorno.

Assim como na mitologia, na vida existem pessoas que podem descer e regressar aos domínios de Hades, assim como permanecer o tempo que necessitarem. Este é o caso dos psicólogos que precisam ser arquetipicamente vinculados a Hades para realizarem estudos profundos sobre a alma.

Só Hades é o arquétipo que torna possível ficarmos a vontade com o inconsciente.

QUEM É ELE?

Todo aquele que gosta de ficar sozinho, curte a privacidade e que não se importa muito com o que se passa no mundo, leva a existência de Hades.

O Hades "puro" é solitário e vive em seu reino interior.

O homem-Hades, é introvertido e geralmente alheio às regras de etiqueta e frivolidades. Não está "nem aí" com que as outras pessoas pensam dele. No trabalho se afina com tarefas repetitivas que lhe permitam certa exclusão. No amor, quando se apaixona vive experiências profundas com sua parceira e é somente ela que consegue arrancá-lo da toca.

Todo o homem-Hades tem predisposição para ser solitário e se sentir inadequado em um mundo muito competitivo, se recolherá para dentro de sua concha interior e para uma vida de esterilidade emocional. No mundo de Zeus, ele enfrenta muitas dificuldades, pois se sente inferior, um estranho no ninho. Fora de seu reino, verifica que só é recompensado todo aquele que atinge o topo, que adquire status, que se expõe e que corre riscos. Esta cultura extrovertida dominante é estranha ao homem de Hades, porque falta-lhe a ambição e a comunicação. A menos que desenvolva outros arquétipos, ficará à margem da estrada e só se encaixará em trabalhos que não ofereçam desafios, pois sua vida real é "interior".

Um Hades comete todas as "gafes" possíveis em reuniões sociais e diante de uma mulher. É natural, portanto, que muitas vezes seja rejeitado. A única experiência sexual do deus Hades foi com Perséfone que raptou e estuprou. A vida pode seguir o mito, mas o homem-Hades que se cuide, porque diferentemente de Zeus e Poseidon, ele tem menos credibilidade e poder e pode vir a ser denunciado e rotulado.

O casamento para este homem é crucial, pois sem ele será solitário e excluído. É através da esposa e filhos que irá relacionar-se com a sociedade. Como pai é sombrio, mal humorado, sem emoção e só espera de seus filhos organização e dever cumprido. Entretanto, pode compartilhar com as crianças o tesouro de sua vida interior.

O maior problema que um homem-Hades cria para os outros sendo como ele é, é que vive em um mundo"à parte", sem se dar chance de envolver-se emocionalmente com outras pessoas. O que se espera é que ele se comunique e nos conte o que acontece lá embaixo.

Amar alguém como Hades é bem difícil, pois a qualquer momento pode tornar-se invisível e inabordável. O melhor modo de um Hades crescer é combiná-lo com um Hermes, pois era através deste último deus que as imagens e as sombras do mundo inferior eram entendidas e comunicadas ao outros.

domingo, 23 de maio de 2010

EXU NA UMBANDA O POVO DE RUA




A condição de Exu na Umbanda existe tanto como Orixá quanto como espírito que condiz com a figura do mensageiro, do “Povo de Rua”. Ele é uma entidade bastante controversa, já que nas casa mistas e na Umbanda com Omoloco ele é cultuado como Orixá, mas na Umbanda Tradicional é tratado com espírito, a serviço dos Orixás, mas pouco evoluído, ligado à materialidade e ao mundano. Assim, essa é uma das entidades mais controversas, pois dados o seu caráter de ação material e sua natureza fanfarrona e vingativa, Exu foi tomado, em sincretismo, pelo Diabo católico. Essa associação fica explicita em pontos cantados como:

A porteira do Inferno estremeceu
E o povo todo para ver quem é
É a Rainha Pombajira
“Seu” Tranca Rua, sete encruza e Lúcifer.

Todos os nomes acima são relacionados a Exu e sua atuação, exceto o de Lúcifer, o anjo caído precipitado aos Infernos no Gênese da Bíblia Católica. Outro fator que colabora para essa visão são os instrumentos de Exu Orixá: o ogó (uma espécie de porrete, com forma fálica, com qual Exu protege as encruzilhadas e com o qual pune aqueles que violam suas normas) e os tridentes, (associados com o tridente com que o Diabo castiga as almas no inferno, mas que na verdade, nada mais é que a simbologia dos caminhos de Exu, os milhares de caminhos para onde ele pode ir).
Exu Orixá, na Umbanda tem um culto muito restrito. As entidades que sevem as seus fins, Exu de rua e Pombajiras é que acabam por realizar sua funções. Na Umbanda não se manifesta o próprio Orixá, mas sim seus mensageiros, espíritos que vêem em terra para orientar e ajudar. Quando incorporam, caracterizam-se alguns com capas, cartolas, bengalas (masculinos) e saias rodadas, brincos, pulseiras, perfumes e flores (femininos também chamados de Pombajiras).
Encontram-se aqueles que crêem que os Exus sejam entidades (espíritos) que só fazem o bem, e outros que crêem que os Exus possam também ser neutros ou maus. Mas a maioria das pessoas e até mesmo dos médiuns e dirigentes não tem uma idéia muito clara da natureza das entidades, quase sempre por falta de estudo da religião.
Exus não devem, portanto, ser confundidos com obsessores, apesar de ficarem sob o seu controle e comando os espíritos atrasadíssimos na evolução e que são orientados por eles para a caridade e o trabalho do equilíbrio. Há algumas diferenças na maneira de ver Exu no Candomblé e na Umbanda. No primeiro, Exu é como os demais Orixás, uma personalização de fenômenos naturais.
Já a Umbanda vê os Exus não como deuses, mas como entidades que buscam iluminação por meio da caridade. Em síntese, os grandes agentes mágicos de equilíbrio universal.
É preciso dizer, também que os trabalhos malignos (os tão famosos “pactos com o diabo”), para prejudicar seriamente algo ou alguém, por exemplo, não são acordos com os Exus, mas com kiumbas que agem na surdina e não estão sob a orientação de algum Exu, fazendo-se passar por um deles, atua em terreiros que não praticam os fundamentos básicos da Umbanda. Os Exus são confundidos com kiumbas, que são espíritos trevosos ou obsessores, desajustados perante a lei, provocando os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões até as mais duras e tristes obsessões. São espíritos que comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou por vinganças, calcadas no ódio doentio.
Alguns espíritos, que usam indevidamente o nome de Exu, procuram realizar trabalhos de magia dirigida conta os encarnados. Na realidade, quem está agindo é um espírito atrasado. È justamente contra as influencias maléficas, o pensamento doentio desses feiticeiros improvisados, que entra em ação o verdadeiro Exu, atraindo os obsessores, cegos ainda, e procurando trazê-los para suas falanges que trabalham visando à própria evolução.
É necessário também falar um pouco sobre Pombajira, que é um Exu-Fêmea, uma entidade que trabalha na Umbanda na linha de esquerda e que tem sua atuação central a sexualidade e a magia. Existem muitas linhas de Pombajiras atuantes na vida de cada pessoa, e cada uma manifesta-se de acordo com a seriedade do médium, se forem realmente Pombajiras.

(Do livro “Orixás na Umbanda” de Janaina Azevedo)

A POMBA GIRA E O VERBO



Todo o sentido que uma palavra representa, referindo-se à uma Entidade (Orixá), é partícula Divina de uma idéia sobre todo o movimento aparentemente casual, e tem sua origem, as suas formas e seus atributos dentro de uma grandiloqüência de força mágica.
Vejamos então um pouco de história:
A palavra Pomba, é um substantivo feminino, que se liga com o verbo, da palavra Gira, que subentende-se em duas facções; isto é: Pomba é o termo (atributo) que se encontra dentro da Cabala das Doze Entidades (Orixás) do Culto Omolocô, cujo número cabalístico é Oito.
A palavra Gira é apenas a extensão casual, indicando o verbo; pois Gira mostra o término da missão para a qual, a Pomba tem a sua incumbência.
Na linguagem comum, sabemos que o pombo correio, é servo e mensageiro do homem, para fazer um certo percurso vôo dentro de sua missão: na linguagem afro, Pomba também é a mensageira; Gira é apenas a extensão do vôo; entretanto se nós ligarmos um ponto à outro, isto é, o movimento aparentemente casual, poderemos separar o atributo e conhecer a origem e a grandiosidade de seu sentido.
Os cabalistas consideram o número 8, como manifestação perfeita das formas, a Balança Universal das coisas.
A Cabala mostra 8 (CHETH), sinal da existência elementar, rudimentar, protoplásmico; exprime também o equilíbrio, etc.
Deus (Zâmbi) é suscetível de ser conhecido nas suas manifestações. A Cabala é uma só, é ciência de Deus; e fala de 10 Sephiroth, que são atributos do Deus Manifesto, sendo conhecidos no singular como Séfira, palavra hebraica debaixo do nome Hod Eloim Tsebaoth – Glória Eterna das Supremas Potências dos mundos.
Pois bem; se cada Séfira tem seu pólo negativo, então coube o atributo negativo de Hod, nós sabemos, ao nome exotérico de Exu Pomba-gira, que é Klepoth. O nosso culto conhece seu atributo como Kirimbum.
A Entidade Exu Feminino Pomba-gira, simboliza a Pomba que serviu à Noé. Os Kirimbuns, negativos desta Entidade, se manifestam em diversas freqüências com vários nomes de elementos da natureza, até com formas humanizadas de animais, afim de servir de mensageiro ou intermediário, entre a esfera Divina e o Ser encarnado.
Bibliografia:TECNOLOGIA OCULTISTA DA UMBANDA Tancredo da Silva Pinto