terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Curiosidades de Exu o Bondoso Exu






Exú sempre foi o mais alegre e comunicativo de todos os orixás. Olorun, quando o criou, deu-lhe, entre outras funções, a de comunicador e elemento de ligação entre tudo o que existe. Por isso, nas festas que se realizavam no orun (céu), ele tocava tambores e cantava, para trazer alegria e animação a todos.
Sempre foi assim, até que um dia os orixás acharam que o som dos tambores e dos cânticos estavam muito altos, e que não ficava bem tanta agitação.
Então, eles pediram a Exú, que parasse com aquela atividade barulhenta, para que a paz voltasse a reinar.
Assim foi feito, e Exú nunca mais tocou seus tambores, respeitando a vontade de todos.
Um belo dia, numa dessas festas, os orixás começaram a sentir falta da alegria que a música trazia. As cerimônias ficavam muito mais bonitas ao som dos tambores.
Novamente, eles se reuniram e resolveram pedir a Exú que voltasse a animar as festas, pois elas estavam muito sem vida.
Exú negou-se a fazê-lo, pois havia ficado muito ofendido quando sua animação fora censurada, mas prometeu que daria essa função para a primeira pessoa que encontrasse.
Logo apareceu um homem, de nome Ogan. Exú confiou-lhe a missão de tocar tambores e entoar cânticos para animar todas as festividades dos orixás. E, daquele dia em diante, os homens que exercessem esse cargo seriam respeitados como verdadeiros pais e denominados Ogans.

sábado, 6 de novembro de 2010

Os encantos de Santo Antonio
                                               

     E no dia 13 de junho que se inicia a tão tradicional festas juninas. Atinge seu ponto culminante no dia 23 de junho com termino no dia 29 do mesmo mês.
     E um momento sagrado para o camponês que busca as bênçãos dos santos para abundancia em sua próxima colheita.


Santo Antônio de Pádua (viveu)
Santo Antônio de Lisboa (nascido)

     Quando Santo Antônio nasceu, seus pais deram-lhe o nome de Fernando. Ainda pequeno já fazia suas orações, pedindo a proteção de Deus.

     Quando cresceu tornou-se padre franciscano.

     Em Pádua na Itália, viveu a maior parte de sua vida.

     Um fato ---Ali ele soube que seu pai estava preso, porque era acusado de ter matado um jovem.

     Então ele foi defender o pai, mas os juizes não quiseram acreditar nele. Disse Santo Antônio, se vocês não acreditarem em mim, farei o morto falar. Foram ter com o morto e o morto falou não ser o pai de Santo Antônio o assassino.

     Outro fato--- Um acontecimento digno de nota foi num dia um moço veio confessar a Santo Antônio haver maltratado sua mãe, dando-lhe uma ponta pé.

     Então para mostrar ao jovem que aquilo não se fazia, recriminou-o dizendo que seu pé devia ser cortado. Chegando a casa, o moço ficou arrependido e com um facão cortou o seu próprio pé.

     A mãe começou a gritar, chegando os vizinhos, foram buscar Santo Antônio. Este veio e pegou o pé do moço e colocou-o no lugar e o jovem começou a andar.

     Foi pregador eloqüente e é muito popular em Portugal e no Brasil.
     Gosta de prestar auxilio, quando a ele recorremos muito fervoroso. Possuidor de grande fé.
     Protetor das crianças. Dizem Ter fundado a primeira creche ou abrigo para as crianças. Por isso é apresentado nas Igrejas, carregando uma criança.
     Caridoso, pois gostava de ajudar os pobrezinhos, levando-lhes pães que distribuíam a todos. Comemorado a 13 de Junho.
    
    
                                  Sua Santidade Santo Antonio

     Seu nome era Fernando Bulhões filho de Martins de Bulhões e Maria Teresa Taveira Azevedo, nasceu em Lisboa entre 1191/1195, numa casa próxima da Sé de Lisboa. Permaneceu em São Vicente de Fora por três anos, tendo com 18 ou 19 entrando no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde realizou os estudos em direito canônico, filosofia e teologia.  Fernando de Bulhões abraçou o espírito de evangelização e trocou a Regra de Santo Agostinho pela Ordem de São Francisco, recolhendo-se no Eremitério dos Olivais de Coimbra mudando assim seu nome para Antonio. Mas foi na Itália que Santo Antonio se notabilizaria como exímio teólogo e grande pregador.
     Em outubro de 1226 morre Francisco de Assis.
     Antonio assiste a canonização de São Francisco em 1228. Neste ano foi a Ferrara, Bolonha e Florença. Durante 1229 suas pregações dividiram-se entre vários locais e dedicou sua vida exclusivamente a evangelizar e pregar o bem.
     Bastante doente, faleceu a 13 de junho no ano de 1231 no oratório de Arcela. Os seus restos mortais repousam na Basílica de Pádua, construída em sua memória.  
     Santo Antonio de Lisboa e dito pelo popular como um santo casamenteiro; segundo a lenda era um ótimo conciliador de casais.
     No Brasil muitas jovens afoitas por arranjar marido retiram o bebe dos braços da estatua do santo, prometendo devolver assim que arrumar um marido. Por essa razão, alguns párocos mandavam fazer a estatua do santo com o menino preso ao seu corpo para evitar os “seqüestros”. Outras jovens mais audaciosas colocam a imagem de cabeça para baixo, dizendo que só mudaria quando Santo Antonio lhe arranjar um marido. Os rituais de Santo Antonio são sempre praticados na madrugada do dia 13 de junho. Uma outra curiosidade e que quando a imagem se parte os cacos devem ser juntos e deixados num cemitério.
     Famosa e também a trezena de Santo Antonio (por ter a duração de treze dias), os fieis entoam cânticos soltam fogos, e celebram comendo e bebendo junto a uma fogueira com o formato de um quadrado. Essa festa acontece entre 1 e 13 de junho - e a famosa festa de Santo Antonio.
     Outro costume muito praticado pelos fieis e a distribuição dos pãezinhos de Santo Antonio distribuídos aos pobres, que segundo a tradição deve ser guardado dentro de uma lata de mantimento para não faltar comida durante o ano no lar. E é uma verdade o pão não mofa!


SANTO ANTONIO EM PORTUGAL
                                                   (raízes pagãs do culto)

     Santo Antonio e muito cultuado em Portugal onde e chamado carinhosamente de Santo Antoninho. Isso na cidade de Lisboa, no dia 13 de junho onde ocorre feriado municipal.
     Suas festas iniciam-se na noite do dia 12 com marchas populares, grande desfile alegórico que desce a Avenida da liberdade (principal da cidade), onde ocorre certa competição entre bairros, e uma espécie de carnaval português.
     O desfile e em geral encerrado com queima de fogos de artifício. Os rapazes compram uma planta aromática chamada manjerico para oferecer às namoradas, as quais trazem umas bandeirinhas como uma quadra popular, muitas vezes brejeira ou jocosa. A festa dura à noite toda com muitas danças, comidas típicas como sardinhas assadas na brasa, febres de porco, caldo verde e muito vinho.
    

NO BRASIL O PAU DE SANTO ANTONIO

     Milhares são os devotos de Santo Antonio no Brasil onde também e conhecido e reverenciado como o santo casamenteiro.
     Em Barbalha, no interior do Ceará, todo o mês de junho e dedicado ao santo, que é o padroeiro da cidade. Nesta cidade e feito uma cerimônia muito interessante e instigante o PAU DA BANDEIRA. Os devotos do santo cortam uma árvore de grande porte ao qual e utilizada como mastro com uma bandeira de Santo Antonio. São de fato milhares de pessoas a festejar o santo. Aqui podemos ver claramente rituais de origem pagã onde o mastro represente o falo do deus.
     Santo Antonio não é somente um santo casamenteiro ele é também padroeiro dos militares. No século XVII, dizem alguns historiadores em 1665, Santo Antonio assentou praça no 2 Regimento de Infantaria de Lagos, simbolicamente, pois D. Afonso VI (1656-1683), viu no santo a milagrosa bandeira para a vitória contra as forças espanholas sob o comando do marquês  de  Caracena.
     O santo também assentou praça nas milícias luso-brasileiras em 1685, por ocasião das lutas contra o Quilombo dos Palmares. O Governador da Capitania de Pernambuco,
João de Souto Maior tomou essa iniciativa invocando o seu milagroso auxilio.
    
SANTO ANTONIO DOS NEGROS
                                                (padroeiro da quimbanda)  

     Mas ao que parece o santo não ficaria só no hall da igreja católica. Passeando por muitas crenças, folclores e tradições o santo e bem recebido ao som dos tambores negros, regado com muita cachaça e dendê.
     No sincretismo da umbanda Santo Antonio e visto como o orixá que zela pelos caminhos e encruzilhadas, Exu!
     Largamente amado e invocado pelos espíritos dos pretos velhos que possivelmente absorveram a devoção no contato com o catolicismo popular.
     Quando chegaram ao Brasil por motivos de perseguição e forçados pelo clero a adotar a fé branca os negros criaram um paralelo com os santos católicos. Estavam eles na verdade bem mais próximos do catolicismo popular ao qual se nota grande sua influencia nos terreiros de umbanda. E nesse caso o nosso amado Santo Antonio não ficou de fora e foi assimilado a exu ou mesmo como o Grande Chefe do povo de rua, onde foi se assim pode se dizer nomeado com Santo Antonio de Pemba (linha de povo de rua), e Santo Antonio de Batalha (na linha de Ogum de Ronda). Ultimo esse é claro por sua influencia combativa, vitorioso e padroeiro dos militares.
     Mas o santo foi bem, mas longe e também cultuado na religião do vodu de origem africana pelo nome de Papá Legbá Macuté, divindade das esquinas e despachos. Aqui podemos ver a influencia do catolicismo francês.
     Possivelmente a origem da palavra vodu ou vooduu vem da bruxaria medieval, no qual os praticantes eram os valdenses ou voudois. E depois foi criado pelos negros trazidos do Haiti, que tiveram influências cristãs e dos índios arauaques. E da fusão da crença Daomé cristianismo e arauaques surgiu o vodu. 
     Legbá também partilha semelhanças com Orunmilá, o Orixá da profecia que ensinou a humanidade como usar o oráculo de Ifá. Ele costuma aparecer como um homem velho, com uma muleta ou bengala, usando um chapéu de palha às vezes de aba larga e fumando um cachimbo, e fazendo aspersão de água. O cachorro é o animal sagrado a Legbá. Nesse caso devido ao simbolismo desse animal como guardião entre os mundos e portões dimensionais entre a vida, a morte os mistérios do mundo astral. Mas ele também está representado no Haiti como São Lázaro ou Santo Antonio o Grande.
     No Benin e Nigéria, Legbá e visto como um jovem viril (Santo Antonio Pequenino), e muitas vezes cornudo e fálico, e o seu símbolo e normalmente localizado na porta das aldeias na zona rural.
     Há dois tipos de vodus o Dada-canzo sem uso de sacrifício animal e muito próximo ao catolicismo e o Vodu Petro ou Magia Negra com certos tipos de evocações espirituais pesadas.


    




quinta-feira, 26 de agosto de 2010

FEITIÇOS



A prática de feitiços, apesar de ser lendária, ainda encontra barreiras em algumas pessoas, sem contar aqueles que se empenham em ridicularizá-la. Mas uma arte que já está com a humanidade há muito tempo deve ser respeitada, se fosse falsa não teria durado por tantas gerações. Imaginemos que nós estamos mergulhados em uma atmosfera condutora de energia, assim como os peixes estão mergulhados no mar, nós estamos mergulhados nesta atmosfera, tudo que pensamos ou desejamos emana de nosso corpo e passa pela atmosfera, nossos pensamentos viajam até encontrar seus objetivos, ou pensamentos que vibrem na mesma freqüência.
Uma magia serve para potencializar essa emanação de desejo, este pensamento ganha muito mais força, porque, ao fazer o feitiço, estamos concentrados no desejo, pedindo uma ajuda. Ao fazer um ritual, sua mente consegue, de forma mais fácil, materializar o objeto de desejo, oferecendo o que poder ser caracterizado como um atalho até o objetivo que se deseja conquistar. Por isso, apesar de não podemos ver nossos pensamentos, podemos senti-lo quando estamos concentrados (lembre-se da reza do poder de concentração no momento dela). Assim como o magnetismo que puxa o ferro para perto do imã, como a radiação que pode queimar a pele, o pensamento está a todo o momento a nossa volta, eu estamos mergulhados em uma atmosfera condutora de pensamento e o que desejamos virá até nós, basta estarmos preparados.

OS QUATRO ELEMENTOS NA MAGIA

Como há quatro estações climáticas – Primavera, Verão, Outono e Inverno – há também quatro sensíveis fases a ser notadas na vida humana; Infância, Juventude, Maturidade e Velhice.
A infância corresponde à água, a juventude ao ar, a maturidade corresponde ao fogo, já a velhice a terra.

Veja a baixo a relação de cada um.

AGUA




A água, úmida e fria, representa o estado liquido da matéria, a elasticidade absoluta e latente da vida, a receptividade e a passividade. A água se move segundo as impressões recebidas. É o elemento-base. O meio vital primeiro, a matriz da vida.
O ritual da água é a magia dos Mestres e discípulos, das tradições, dos espelhos, dos adivinhos e videntes, dos astrólogos, dos grandes magos, do mundo invisível e das sombras.

AR




O ar úmido e quente representa o estado gasoso, fluido, impalpável, leve, volátil, que tende à expansão e à difusão ilimitada no espaço cada vez maior. Em continuo estado de liberdade e disponibilidade, está exposto a todos os contatos, deslocamentos, misturas, associações, mudanças, influencias e condições. Quando comprimido é uma força poderosa, motriz e explosiva.
O ritual do ar é a magia do Verbo. É a magia de quem usa as palavras faladas e escritas.

FOGO




O fogo, seco e calorífero, representa o estado ígneo, da incandescência da consumação da matéria criada, animada, transformada ou destruída. Exalta, intensifica, acelera, exaspera, leva ao paroxismo ou transmuda aquilo que trata. Ora violento, agressivo, destruidor, ora liberal, decantador, purificador. É a ação dominante, o poder conquistador, o fator de luta, do desenvolvimento, da hierarquia, da afirmação, da personalidade.
O ritual do fogo é a magia da Transformação, da intuição, magia que age repentinamente devastando tudo.

TERRA




A terra, seca e fria, representa o estado sólido, consistente, denso e fixo do material ao final da evolução depois da obra de combustão do fogo. È o estado de concentração por excelência, de condensação e, finalmente, de desmaterialização, de petrificação, e mineralização e de fossilização, terminando numa estrutura mais ou menos geométrica das coisas, na conservação dos seus valores duráveis num corpo autônomo, resistente, limitável, isolado e fechado.
O ritual da terra é a magia das feiticeiras, dos xamãs, daqueles que atuam junto à natureza.

Retiro de Apollo e Lumina


Chamado para ir ao retiro de Apollo e Lumina




Em nome do Cristo, o meu Eu Verdadeiro, apelo para o coração da Presença do EU SOU, e para o Anjo da Presença, para o Arcanjo Miguel, e a Amada Kuan Yin, para que me conduzam, na minha alma, e na minha consciência anímica, ao retiro dos Amados Apollo e Lumina sobre a Saxônia na Alemanha, de acordo com as instruções do meu Santo Cristo Pessoal, e do Maha Chohan. Peço para receber as instruções da lei da sabedoria e me seja dada a fórmula para a vitória da chama da iluminação no meu coração.

Amado Apollo, peço que todas as informações necessárias para o cumprimento do meu plano divino, e o da minha querida chama gêmea, sejam comunicadas à minha consciência de vigília, conforme o necessário. Agradeço-vos, e aceito que isto se faça com todo o poder do Cristo ressurecto. Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo e da Mãe Divina.

Amém

Saudação aos Patronos da Luz


SAUDAÇÃO AOS PATRONOS DA LUZ

Saúdo todo o povo do Sol nascente
E peço sua proteção neste momento
Que a energia vivificante do Sol nosso pai possa iluminar cada recanto do meu ser e minha mente possa estar conectada ao seus divinos mensageiros da luz divina.
Louvado sejam todos os deuses da luz
Apolo, Mitra, Jesus, Elohin, Hélios, Metraton, Horus e todos os patronos da luz maior.
Bendito seja o Pai Sol
Bendita seja a Mãe Lua
Bendita seja a estrela Vênus nossa mãe de amor.
Bendito sejam nossos mentores que tanto ajudam em nossa jornada evolutiva.
Que nesse momento toda energia negativa seja transformada em energia positiva atuante no campo de luz.
Que qualquer tipo de mazela a mim enviado seja desmanchada e transmutada em energia do bem.
Que eu seja assistido pelos deuses da luz e dentro desse circulo de luz divina eu seja sempre protegido, envolvido e amparado pelos mentores do plano de luz e todos os deuses.
Senhor da luz abundante esteja comigo
Senhora da luz abundante esteja comigo.
Estrela Vênus nossa mãe de amor esteja sempre comigo.
Fogo sagrado do nosso lar esteja sempre vivo em minha alma
Pela força e conhecimento dos antigos sábios que assim se faça.
Amém!!!
Mitrael lucius...

Hades o Profundo




Hades era o deus do mundo inferior, subterrâneo onde residiam os mortos e determinados imortais mitológicos.

Embora Hades parecesse sinistro e frio, não era considerado satânico ou maldoso. Era sim, implacavelmente justo e irrevogável em seus decretos, mas nunca foi inimigo da humanidade e nunca fez mal a ninguém. Seu império é tecido de sombras, frio, trevas e de todas as sensações pertinentes à uma depressão profunda, onde a pessoa é incapaz de visualizar ou agüentar a luz solar da vida cotidiana. Depressões são as iniciações ao reino de Hades, que é compreendido e analisado tanto na psicologia como na tanatologia (estudo da morte).

O domínio de Hades é o inconsciente individual ou coletivo, onde reside nossas memórias e sentimentos reprimidos, que não podem ser mantidos visíveis no mundo superior, assim como tudo que ansiamos em "vir a ser" e também tudo que já fomos.

O espectro da morte nos leva a presença de Hades. Mas aqui não falamos da morte física, mas sim da morte como ruptura de um relacionamento, de nossas esperanças ou de propósitos.

Entretanto, tudo que precisamos para nos tornar inteiros, encontraremos neste "Vale das Sombras". As sombras do mundo inferior são como os arquétipos, ou seja, são formas que precisam de energia vital, potenciais virtuais que aguardam virem à luz.

Hades é a força do inconsciente que só é valorizada quando se desce até lá. É ainda, considerado o arquétipo reprimido do Pai.



Hades, assim como Zeus e Poseidon, era retratado como um homem maduro de barba espessa e um olhar severo, muitas vezes com um capacete, presente dos Cíclopes, que possuía o poder da invisibilidade. Já quando era representado como um deus da riqueza, trazia consigo uma cornucópia ou chifre repleto de iguarias.

Quando sentado em seu trono de ébano ou de enxofre, portava um cetro negro, uma forquilha ou uma lança. Outras vezes, mostrava uma chave na mão, simbolizando que as portas da vida estão sempre fechadas àqueles que visitam seu império. Também já foi representado em uma carruagem conduzida por quatro cavalos negros.

Hades não teve filhos e segundo Homero, afastou-se de seu mundo inferior duas vezes. Sua única saída significativa ocorreu quando raptou Perséfone.

ARQUÉTIPO DA RECLUSÃO

Reclusão é a palavra de ordem do deus Hades. Ele vivia recluso em seu próprio mundo com as sombras.

O isolamento humano é uma fonte rica de criatividade que pode ser expressa por meio das artes, assim como pode nos levar de encontro à unidade. A reclusão de Hades, pode vir a ser a parte faltante em muitas pessoas que não sabem valorizar as oportunidades de serem introvertidas da maneira que este arquétipo possibilita.

O mundo atual, enfatiza a produtividade e não incentiva o isolamento. Contudo, a reclusão não precisa ser solitária, pode-se combinar as percepções subjetivas de Hades à visão da realidade objetiva de Zeus e à reatividade emocional de um Poseidon, aí sim, alcançaríamos a medida certa do bem viver.

O HOMEM INVISÍVEL

Hades se tornava um homem invisível quando se aventurava no mundo exterior se utilizando de seu capacete de invisibilidade.

Hades é o arquétipo que preside a vida interior sem emoções e sem palavras. Quando ele é o arquétipo dominante, resulta a invisibilidade social, pois a maioria das pessoas não possuem a capacidade de visualizar a sua riqueza interior e geralmente ficam desconfortáveis com sua presença.

NO MUNDO DAS SOMBRAS



-"Hoje não estou legal!". Esta é uma das frases que caracterizam uma das pequenas descidas ao reino inferior de Hades tão costumeiras no nosso dia-a-dia. As pessoas deprimidas sentem-se distantes e separadas de tudo o que tem significado para elas e é bem comum que a percepção da vivacidade e da cor perca-se e o mundo se torne literalmente tomado de sombras. Este tipo de depressão pode estar associado a descida até o mundo interno de imagens e vozes, onde nos confrontamos com as nossas sombras.

A psicologia junguiana nos esclarece que as sombras são todas aquelas partes de nós que são inaceitáveis ou dolorosas que podem ter sido soterradas ou reprimidas no nosso inconsciente pessoal.

O mundo das sombras, entretanto, também inclui elementos positivos que não vieram à tona e continuam nas sombras. Este material corresponde aos tesouros enterrados no plano inferior, associado a Hades.

A maioria das pessoas entram no reino de Hades de maneira involuntária. Mas há quem entre neste mundo voluntariamente. Dionísio, por exemplo, desceu até lá procurando sua mãe, Sêmele. O amor por sua esposa Eurídice levou Orfeu até Hades. Já Odisseu se aventurou neste reino buscando informações para achar o caminho de volta para casa. Mas as descidas voluntárias, são acompanhadas de grandes riscos, pois nunca existe a garantia do retorno.

Assim como na mitologia, na vida existem pessoas que podem descer e regressar aos domínios de Hades, assim como permanecer o tempo que necessitarem. Este é o caso dos psicólogos que precisam ser arquetipicamente vinculados a Hades para realizarem estudos profundos sobre a alma.

Só Hades é o arquétipo que torna possível ficarmos a vontade com o inconsciente.

QUEM É ELE?

Todo aquele que gosta de ficar sozinho, curte a privacidade e que não se importa muito com o que se passa no mundo, leva a existência de Hades.

O Hades "puro" é solitário e vive em seu reino interior.

O homem-Hades, é introvertido e geralmente alheio às regras de etiqueta e frivolidades. Não está "nem aí" com que as outras pessoas pensam dele. No trabalho se afina com tarefas repetitivas que lhe permitam certa exclusão. No amor, quando se apaixona vive experiências profundas com sua parceira e é somente ela que consegue arrancá-lo da toca.

Todo o homem-Hades tem predisposição para ser solitário e se sentir inadequado em um mundo muito competitivo, se recolherá para dentro de sua concha interior e para uma vida de esterilidade emocional. No mundo de Zeus, ele enfrenta muitas dificuldades, pois se sente inferior, um estranho no ninho. Fora de seu reino, verifica que só é recompensado todo aquele que atinge o topo, que adquire status, que se expõe e que corre riscos. Esta cultura extrovertida dominante é estranha ao homem de Hades, porque falta-lhe a ambição e a comunicação. A menos que desenvolva outros arquétipos, ficará à margem da estrada e só se encaixará em trabalhos que não ofereçam desafios, pois sua vida real é "interior".

Um Hades comete todas as "gafes" possíveis em reuniões sociais e diante de uma mulher. É natural, portanto, que muitas vezes seja rejeitado. A única experiência sexual do deus Hades foi com Perséfone que raptou e estuprou. A vida pode seguir o mito, mas o homem-Hades que se cuide, porque diferentemente de Zeus e Poseidon, ele tem menos credibilidade e poder e pode vir a ser denunciado e rotulado.

O casamento para este homem é crucial, pois sem ele será solitário e excluído. É através da esposa e filhos que irá relacionar-se com a sociedade. Como pai é sombrio, mal humorado, sem emoção e só espera de seus filhos organização e dever cumprido. Entretanto, pode compartilhar com as crianças o tesouro de sua vida interior.

O maior problema que um homem-Hades cria para os outros sendo como ele é, é que vive em um mundo"à parte", sem se dar chance de envolver-se emocionalmente com outras pessoas. O que se espera é que ele se comunique e nos conte o que acontece lá embaixo.

Amar alguém como Hades é bem difícil, pois a qualquer momento pode tornar-se invisível e inabordável. O melhor modo de um Hades crescer é combiná-lo com um Hermes, pois era através deste último deus que as imagens e as sombras do mundo inferior eram entendidas e comunicadas ao outros.

domingo, 23 de maio de 2010

EXU NA UMBANDA O POVO DE RUA




A condição de Exu na Umbanda existe tanto como Orixá quanto como espírito que condiz com a figura do mensageiro, do “Povo de Rua”. Ele é uma entidade bastante controversa, já que nas casa mistas e na Umbanda com Omoloco ele é cultuado como Orixá, mas na Umbanda Tradicional é tratado com espírito, a serviço dos Orixás, mas pouco evoluído, ligado à materialidade e ao mundano. Assim, essa é uma das entidades mais controversas, pois dados o seu caráter de ação material e sua natureza fanfarrona e vingativa, Exu foi tomado, em sincretismo, pelo Diabo católico. Essa associação fica explicita em pontos cantados como:

A porteira do Inferno estremeceu
E o povo todo para ver quem é
É a Rainha Pombajira
“Seu” Tranca Rua, sete encruza e Lúcifer.

Todos os nomes acima são relacionados a Exu e sua atuação, exceto o de Lúcifer, o anjo caído precipitado aos Infernos no Gênese da Bíblia Católica. Outro fator que colabora para essa visão são os instrumentos de Exu Orixá: o ogó (uma espécie de porrete, com forma fálica, com qual Exu protege as encruzilhadas e com o qual pune aqueles que violam suas normas) e os tridentes, (associados com o tridente com que o Diabo castiga as almas no inferno, mas que na verdade, nada mais é que a simbologia dos caminhos de Exu, os milhares de caminhos para onde ele pode ir).
Exu Orixá, na Umbanda tem um culto muito restrito. As entidades que sevem as seus fins, Exu de rua e Pombajiras é que acabam por realizar sua funções. Na Umbanda não se manifesta o próprio Orixá, mas sim seus mensageiros, espíritos que vêem em terra para orientar e ajudar. Quando incorporam, caracterizam-se alguns com capas, cartolas, bengalas (masculinos) e saias rodadas, brincos, pulseiras, perfumes e flores (femininos também chamados de Pombajiras).
Encontram-se aqueles que crêem que os Exus sejam entidades (espíritos) que só fazem o bem, e outros que crêem que os Exus possam também ser neutros ou maus. Mas a maioria das pessoas e até mesmo dos médiuns e dirigentes não tem uma idéia muito clara da natureza das entidades, quase sempre por falta de estudo da religião.
Exus não devem, portanto, ser confundidos com obsessores, apesar de ficarem sob o seu controle e comando os espíritos atrasadíssimos na evolução e que são orientados por eles para a caridade e o trabalho do equilíbrio. Há algumas diferenças na maneira de ver Exu no Candomblé e na Umbanda. No primeiro, Exu é como os demais Orixás, uma personalização de fenômenos naturais.
Já a Umbanda vê os Exus não como deuses, mas como entidades que buscam iluminação por meio da caridade. Em síntese, os grandes agentes mágicos de equilíbrio universal.
É preciso dizer, também que os trabalhos malignos (os tão famosos “pactos com o diabo”), para prejudicar seriamente algo ou alguém, por exemplo, não são acordos com os Exus, mas com kiumbas que agem na surdina e não estão sob a orientação de algum Exu, fazendo-se passar por um deles, atua em terreiros que não praticam os fundamentos básicos da Umbanda. Os Exus são confundidos com kiumbas, que são espíritos trevosos ou obsessores, desajustados perante a lei, provocando os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões até as mais duras e tristes obsessões. São espíritos que comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou por vinganças, calcadas no ódio doentio.
Alguns espíritos, que usam indevidamente o nome de Exu, procuram realizar trabalhos de magia dirigida conta os encarnados. Na realidade, quem está agindo é um espírito atrasado. È justamente contra as influencias maléficas, o pensamento doentio desses feiticeiros improvisados, que entra em ação o verdadeiro Exu, atraindo os obsessores, cegos ainda, e procurando trazê-los para suas falanges que trabalham visando à própria evolução.
É necessário também falar um pouco sobre Pombajira, que é um Exu-Fêmea, uma entidade que trabalha na Umbanda na linha de esquerda e que tem sua atuação central a sexualidade e a magia. Existem muitas linhas de Pombajiras atuantes na vida de cada pessoa, e cada uma manifesta-se de acordo com a seriedade do médium, se forem realmente Pombajiras.

(Do livro “Orixás na Umbanda” de Janaina Azevedo)

A POMBA GIRA E O VERBO



Todo o sentido que uma palavra representa, referindo-se à uma Entidade (Orixá), é partícula Divina de uma idéia sobre todo o movimento aparentemente casual, e tem sua origem, as suas formas e seus atributos dentro de uma grandiloqüência de força mágica.
Vejamos então um pouco de história:
A palavra Pomba, é um substantivo feminino, que se liga com o verbo, da palavra Gira, que subentende-se em duas facções; isto é: Pomba é o termo (atributo) que se encontra dentro da Cabala das Doze Entidades (Orixás) do Culto Omolocô, cujo número cabalístico é Oito.
A palavra Gira é apenas a extensão casual, indicando o verbo; pois Gira mostra o término da missão para a qual, a Pomba tem a sua incumbência.
Na linguagem comum, sabemos que o pombo correio, é servo e mensageiro do homem, para fazer um certo percurso vôo dentro de sua missão: na linguagem afro, Pomba também é a mensageira; Gira é apenas a extensão do vôo; entretanto se nós ligarmos um ponto à outro, isto é, o movimento aparentemente casual, poderemos separar o atributo e conhecer a origem e a grandiosidade de seu sentido.
Os cabalistas consideram o número 8, como manifestação perfeita das formas, a Balança Universal das coisas.
A Cabala mostra 8 (CHETH), sinal da existência elementar, rudimentar, protoplásmico; exprime também o equilíbrio, etc.
Deus (Zâmbi) é suscetível de ser conhecido nas suas manifestações. A Cabala é uma só, é ciência de Deus; e fala de 10 Sephiroth, que são atributos do Deus Manifesto, sendo conhecidos no singular como Séfira, palavra hebraica debaixo do nome Hod Eloim Tsebaoth – Glória Eterna das Supremas Potências dos mundos.
Pois bem; se cada Séfira tem seu pólo negativo, então coube o atributo negativo de Hod, nós sabemos, ao nome exotérico de Exu Pomba-gira, que é Klepoth. O nosso culto conhece seu atributo como Kirimbum.
A Entidade Exu Feminino Pomba-gira, simboliza a Pomba que serviu à Noé. Os Kirimbuns, negativos desta Entidade, se manifestam em diversas freqüências com vários nomes de elementos da natureza, até com formas humanizadas de animais, afim de servir de mensageiro ou intermediário, entre a esfera Divina e o Ser encarnado.
Bibliografia:TECNOLOGIA OCULTISTA DA UMBANDA Tancredo da Silva Pinto

sábado, 14 de novembro de 2009

Ìyàmì Òxòròngá


ÝÀMI OXORONGA


Iyá Mi Osorongá ( Ìyá Mi Osorongà ) é a síntese do poder feminino, claramente manifesto na possibilidade de gerar filhos e, numa noção mais ampla, de povoar o mundo. Quando os iorubás dizem "nossas mães queridas" para se referirem às Iyá Mi, tentam, na verdade, apaziguar os poderes terríveis dessa entidade.

Donas de um axé tão poderoso quanto o de qualquer orixá, as Iyá Mi tiveram seu culto difundido por sociedades secretas de mulheres e são as grandes homenageadas do famoso festival Gèlèdè, na Nigéria, realizado entre os meses de março e maio, que antecedem o início das chuvas do país, remetendo imediatamente para um culto relacionado à fertilidade.

Poder procriador, tornaram-se conhecidas como as senhoras dos pássaros e sua fama de grandes feiticeiras as associou à escuridão da noite; por isso também são chamadas de Eleyé e as corujas são seus maiores símbolos.

A sua relação mais evidente é com o poder genital feminino, que é o aspecto que mais aproxima a mulher da natureza, ou seja, dos acontecimentos que fogem à explicação e ao controle humano. Toda mulher é poderosa porque guarda um pouco da essência das Iyá Mi; a capacidade de gerar filhos, expressa nos órgãos genitais femininos, sempre assustou os homens e as cantigas entoadas durante o festival Gèlèdè fazem alusão a esse terrível poder -- que não pertence apenas às Iyá Mi, mas a qualquer mulher.

Mãe destruidora, hoje te glorifico:

O velho pássaro não se aqueceu no fogo.

O velho pássaro doente não se aqueceu ao sol.

Algo secreto foi escondido na casa da Mãe ...

Honras à minha Mãe!

Mãe cuja vagina atemoriza a todos.

Mãe cujos pêlos púbicos se enroscam em nós.

Mãe que arma uma cilada, arma uma cilada.

Mãe que tem potes de comida em casa.

As mães são compreendidas como a origem da humanidade e seu grande poder reside na decisão que tomar sobre a vida de seus filhos. É a mãe que decide se o filho deve ou não nascer e, quando ele nascer, ainda decide se ele deve viver. A mulher, especialmente nas sociedades antigas, tinha inúmeros recursos para interromper uma gravidez. E, até os primeiros anos de vida, uma criança depende totalmente de sua mãe; se faltarem seus cuidados a criança não vinga. Em síntese, todo ser humano deve a vida a uma mulher. Se todas as mulheres juntas decidisses não mais engravidar, a humanidade estaria fadada a desaparecer. Esse é o poder de Iyá Mi: mostrar que todas as mulheres juntas decidem sobre o destino dos homens.

Mãe todo-poderosa, mãe do pássaro da noite.

Grande mãe com quem não ousamos coabitar

Grande mãe cujo corpo não ousamos olhar

Mãe de belezas secretas

Mãe que esvazia a taça

Que fala grosso como homem,

Grande, muito grande, no topo da árvore iroko,

Mãe que sobe alto e olha para a terra

Mãe que mata o marido mas dele tem pena.

Iyá Mi é a sacralização da figura materna, por isso seu culto é envolvido por tantos tabus. Seu grande poder se deve ao fato de guardar o segredo da criação. Tudo que é redondo remete ao ventre e, por conseqüência, as Iyá Mi. O poder das grandes mães é expresso entre os orixás por Oxum, Iemanjá e Nanã Buruku, mas o poder de Iyá Mi é manifesto em toda mulher, que, não por acaso, em quase todas as culturas, é considerada tabu.

As denominações de Iyá Mi expressam suas características terríveis e mais perigosas e por essa razão seus nomes nunca devem ser pronunciados; mas quando se disser um de seus nomes, todos devem fazer reverencias especiais para aplacar a ira das Grandes Mães e, principalmente, para afugentar a morte.

As feiticeiras mais temidas entre os iorubás e nos candomblés do Brasil são as Àjé e, para referir-se à elas sem correr nenhum risco, diga apenas Eleyé, Dona do Pássaro. O aspecto mais aterrador das Iyá Mi e o seu principal nome , com o qual tornou-se conhecida nos terreiros, é Oxorongá, uma bruxa terrível que se transforma no pássaro de mesmo nome e rompe a escuridão da noite com seu grito assustador.

As Yiá Mi são as senhoras da vida, mas o corolário fundamental da vida é a morte. Quando devidamente cultuadas, manifestam-se apenas em seu aspecto benfazejo, são o grande ventre que povoa o mundo. Não podem, porém, ser esquecidas; nesse caso lançam todo tipo de maldição e tornam-se senhoras da morte.

O lado bom de Iyá Mi é expresso em divindades de grande fundamento, como Apaoká, a dona da jaqueira, a verdadeira mãe de Oxóssi Dizem que o deus caçador encontrou mel aos pés da jaqueira e em torno dessa árvore formou-se a cidade de Kêtu.

Os assentamentos de Iyá Mi ficam junto a grandes árvores como a jaqueira e geralmente são enterrados, mostrando a sua relação com os ancestrais, sendo também uma nítida representação do ventre. As Iyá Mi, juntamente com Exú e os ancestrais, são evocadas nos ritos de Ipadé, um complexo ritual que , entre outras coisas, ratifica a grande realidade do poder feminino na hierarquia do Candomblé, denotando que as grandes mães é que detém os segredos do culto, pois um dia, quando deixarem a vida, integrarão o corpo das Iyá Mi, que são, na verdade, as mulheres ancestrais.
(Do livro; "Magia Prática no Culto a Ìami Òsòròngá" de Luiz Carlos O.Silva.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Chás e suas propriedades terapeuticas


A vida vegetal tem sido sustento e remédio para todas as espécies animais, em todos os tempos. A busca e o uso de plantas com propriedades terapêuticas é uma prática milenar, atestada em vários tratados de fitoterapia das grandes civilizações há muito desaparecidas. O grande número de espécies medicinais hoje conhecidas é reflexo do grau de Antigüidade dos conhecimentos fitoterápicos e resultado de incontáveis erros e acertos.
No uso das ervas, plantas, flores e frutas e outras práticas de saúde, a Vemate esta ajudando a estabelecer a medicina do futuro, mergulhando na harmonia, no equilíbrio da natureza, buscando nestas os princípios ativos em seu estado mais puro. O chá não deve ser tomado só quando estivermos doentes, pode ser tomado também como preventivo, fortalecendo o organismo contra doenças, aliviando o sistema digestivo e as demais funções, devendo sempre alternar os sabores.
As informações seguintes possuem propósitos educativos e não tem a intenção de substituir cuidados médicos apropriados, diagnóstico ou prescrição.
Maneiras de Preparo dos chás:
Infusão: Despejar água fervendo sobre as ervas, numa vasilha, deixa-las em repouso durante 10 minutos abafadas.
Decocção: Colocar as ervas em água fria. O tempo de fervura varia de 5 a 10 minutos, retire a vasilha do fogo e conserve tapada. Após coar e tomar.
Maceração: Põe-se de molho as ervas em água fria, durante 12 horas, neste processo os sais minerais e vitaminas são mais aproveitados.
Cataplasma: Socam-se as plantas, formando uma papa que se coloca sobre o local dolorido, diretamente entre dois panos, quente, morno ou frio.
Gargarejos: Prepara-se o chá e enxágua-se bem a garganta, faz-se várias vezes ao dia.
Inalação: Põe-se as ervas para cozimento até fervura, aspirando-se em seguida o vapor.
Banhos: As ervas também se prestam, com bons resultados, para uso externo e interno, muito difundida pela hidroterapia.
Chás de Ervas
BoldoEstimulante da digestão, secreção biliar, distúrbios intestinais e hepáticos. Auxilia na cura de ressaca. O chá combate à prisão de ventre gases intestinais e transtorno do fígado, atua na degradação de gorduras, é indicado em intoxicações alcoólicas.
Camomila Alivia gases intestinais, desintoxica o fígado, auxilia no tratamento de reumatismo e da excitação nervosa, alivia enxaqueca, dores de dente, insônia, enjôos e é tônico para pele. Usado para cólicas em lactentes, regula os intestinos. É atiinflamatório e calmante, utilizado em crises histéricas, depressivas e febres intermitentes. Externamente utilizado para queimaduras do sol e irritação nos olhos.
Cidreira (Capim Limão)Indutora do sono alivia dores de cabeça e gases intestinais, indicada para digestão, cólicas menstruais e intestinais, distúrbios renais, conjuntivites, tosse, espasmos, febres, diarréias, reumatismos, histerias, afecções do estômago, nervos e palpitações do coração. É sedativa, analgésica, calmante, diurética, hipotensora, depurativa, expectorante e antiálgica.
CarquejaIndicado para má digestão, cansaço físico, vermes intestinais, Prisão de ventre, gastrite, azia, anemia, fígado, rins, diabetes, inflamações urinárias, próstata, colesterol, gota, gastrite, afecções do baço e angina. Auxilia no processo de desintoxicação e emagrecimento. É revigorante das funções genitais, diurético, antiasmática, antibiótica e depurativa.
Erva DoceCalmante dos nervos, elimina mau hálito, toxinas da pele, gases intestinais, cólicas intestinais de criança e do ventre. Estimula o apetite, digestão, secreção biliar, restaura fluxo menstrual e aumenta o leite das lactantes. Bom contra azia, também utilizado na culinária como aromatizante.
HortelãIndicada para o tratamento da febre, vermes, espasmos, gases intestinais, sistema nervoso, inflamações uterinas, resfriado, faringite, tosse, afecções da garganta, coceiras, sarampo, inchaços, dor-de-cabeça, rinite, conjuntivite, cólicas, diarréia, problemas estomacais, intestinais e respiratórios. O chá é lactante, estimulante digestivo, antisséptico, descongestionante nasal, perspirante, anestésico e analgésico.
Sene Laxante, depurativo, vermífugo, elimina manchas brancas do corpo. Indicado para o mau funcionamento intestinal, alivia os problemas de hemorróidas e fissuras anais por facilitar as evacuações. Não é recomendado para crianças e durante a gravidez.
Chá PretoAlivia os sintomas de depressão e dor de cabeça. É tônico, energético, estimulante dos nervos, músculos e cérebro e auxilia no tratamento de obesidade. É o chá mais consumido no mundo.
CanelaÉ indicado contra ulcerações da gengiva, mucosa da boca, dores estomacais, diarréia, calafrios, tosses, amenorréia, pressão baixa, respiração ofegante, espasmos, escorbuto e reumatismos. É estimulante digestivo, hipertensora suave, antisséptica, carminativa, piolhicida, cardiotônica e adstringente.
Porangaba É altamente diurética, não laxativa, elimina o excesso de gordura e edemas. Tem ação tônica sobre a circulação e auxilia no emagrecimento. Auxilia no combate da fadiga, asma, bronquite, diarréias agudas, cólicas intestinais e inflamações renais. Ajuda a diminuir a barriga, estômago alto, pernas inchadas, gorduras localizadas, produzindo bem estar sem agredir seu organismo.
Chá de Frutas
Chá de MorangoO chá é depurativo, vermífugo e diurético. Combate a areias da bexiga, retenção da urina e inflamação dos rins. Indicado em casos de azia, diarréia, reumatismo e gota. Contém, cálcio, ferro, fósforo e vitamina C.
Chá de MaracujáÉ refrescante, sedativo, calmante, diurético, desinfetante, antiinflamatório e depurativo. Indicado para insônia, dores em geral, combate diabete, asma e diarréia. A raiz e a semente combatem vermes.
Chá de CerejaCalmante, vermífugo, elimina cálculos renais e da bílis. É bom para dores reumáticas, nervos, diarréias e regulador do sono. Combate gripes, anginas do peito e afecções da garganta.
Chá de AbacaxiAuxilia nas doenças respiratórias, dor de garganta, bronquite e previne osteoporose. É expectorante, depurativo, diurético, auxilia a digestão e as funções do fígado.
Chá de MaçãAlém de muito saboroso, o chá é tônico, calmante, desinfetante bucal, sonífero, antidiarréico e diurético. Possui atividades antibacteriana, antiviral, antiinflamatória, ativa o fígado, dissolve o ácido úrico e indicado nas convalescenças. Ideal para digestão e reuniões sociais.
Erva-MatePropriedades Nutritivas, Fisiológicas e Medicinais da Erva-Mate:Análises e estudos sobre a erva-mate têm revelado uma composição que identifica diversas propriedades benéficas ao ser humano, pois o produto contém: alcalóides (cafeína, metilxantina, teofilina e teobromina), taninos (ácidos fólico e cafeico), vitaminas (A, B1, B2, C e E), sais minerais (alumínio, cálcio, fósforo, ferro, magnésio, manganês e potássio), proteínas (aminoácidos essenciais), glicídios (frutose, glucose, rafinose e sacarose), lipídios (óleos essenciais e substâncias ceráceas), além de celulose, dextrina, sacarina e gomas. Por isso a erva-mate é considerada um alimento quase completo, pois contém a maioria dos nutrientes necessários ao nosso organismo. O consumo da erva-mate está ligado ao poder que ela tem de estimular a atividade física e mental, atuando beneficamente sobre os nervos e músculos, combatendo a fadiga, a sede e a fome, sem deixar efeitos colaterais como insônia e irritabilidade. A erva também atua sobre a circulação, acelerando o ritmo cardíaco e harmoniza o funcionamento bulbo-medular. Age sobre o tubo digestivo, facilita a digestão e favorece a evacuação e mictação. É considerada ainda um ótimo remédio para pele e reguladora das funções do coração e da respiração, além de exercer importante papel na regeneração celular.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Odu Ifá


Odu Ifa
Odus
DIZ-SE QUE, NOS PRIMÓRDIOS DOS TEMPOS, NÃO EXISTIA SEPARAÇÃO ENTRE O CÉU E A TERRA (ORUM-AIYÉ) E QUE HAVIA UMA CONVIVÊNCIA ÍNTIMA ENTRE OS ORIXÁS E OS SERES HUMANOS; TODOS PODIAM IR AO ÓRUM E VOLTAR QUANDO DESEJASSEM. PORÉM UM CERTO DIA, O HOMEM DESONROU SEU COMPROMISSO COM ÓLORUM, PECOU CONTRA O SUPREMO AO TOCAR O QUE NÃO PODIA SER TOCADO. E ASSIM, O MESMO DIVIDIU O CÉU E A TERRA. O PRIVILÉGIO DA LIVRE COMUNICAÇÃO DESAPARECEU EM TROCA DAS DIFERENTES FORMAS ORACULARES ESTABELECIDAS E LEGADAS POR ORUNMILÁ.
Odús (signos de Ifá), são presságios, destinos, predestinação. Os odús são inteligências que participaram da criação do universo; cada pessoa traz um odú de origem e cada orixá é governado por um ou mais odús. Cada odú possui um nome e características próprias e dividem-se em "caminhos" denominados "ese" onde está atado a um sem-número de mitos conhecidos como itàn Ifá.

Os odús são os principais responsáveis pelos destinos dos homens e do mundo que os cerca.
Os orixás não mudam o destino da vida e sim executam suas funções dentro da natureza liberando energia para que todos possam dela se energizar e encontrar seu caminho,
O odú é o caminho, a existência do destino o qual o orixá e todos os seres estão inserido.
Alguém já escutou a seguinte frase ?
-com o destino não se brinca...
-sua vida esta escrita...
-seu destino já estava escrito...
E muitas outras frases populares que refere-se a odú.
Cada pessoa pode ir de encontro ou seguir um caminho alheio ao destino estabelecido, neste caso seu destino e sua conduta fogem as regras siderais (seguiu um caminho diferente dentro do estabelecido). Geralmente nestes casos, as mesmas tentem a sofrer decepções em sua vida em geral (amor, trabalho,família, saúde, mortes prematuras, etc) São nesses casos que a espiritualidade pode ajudar, porém tudo que é natural e de conformidade com o destino, não deve ser modificado.

Nós quando nascemos, somos regidos por um odú que representa nosso "destino" assim como o nosso caminho.

Através de ifá, podemos averiguar o porque das situações serem adversas as de sua vontade e se a mesma está em um caminho diferente ao destinado ou escolhido.

O destino das pessoas e tudo o que existe podem ser desvendados por meio da consulta a ifá, o oráculo, que se manifesta pelo jogo. Ifá tem seu culto específico e o mais alto cargo do culto de ifá é o de Olwo, título concebidos a alguns babalaôs. Ifá é o orixá da adivinhação e para tudo deve ser consultado. Existem alguns tipos de jogo utilizado por Babalorixás e Ialorixás que não são os mesmos métodos do opelé ifá (utilizado pelos babalaôs em consulta a Ifá), como o rosário de ifá, o jogo de búzios (meridilogun), etc.
No jogo de búzios (mais comum meridilogun) quem fala é exú, são dezesseis búzios que podem ser jogados também pelos babalorixás e Ialorixás. A consulta a ifá é uma atividade exclusivamente masculina, mas as mulheres passaram a poder pegar nos búzios porque oxum fez um trato com exu, conseguindo dele permissão para jogar.
O jogo de opelé ifá baseia-se num sistema matemático, em que se estabelece 256 combinações resultantes dos 16 odús usados no jogo de búzios multiplicado por 16. Nada se faz sem que antes se consulte o oráculo, quanto mais séria a questão a ser resolvida, maior a responsabilidade da pessoa que faz o jogo.

Narram algumas lendas que ifá girou pelo mundo, deixando legados e ensinamentos a vários povos de como manter comunicação com os deuses no órun (céu), passando pelos árabes onde não foi aceito e vindo a se estabelecer definitivamente na áfrica, junto aos povos iorubás onde manteve seu legado ensinando aos sacerdotes como restabelecer a comunicação com seus antepassados. Assim ,aperfeiçoando um dos mais avançados métodos de consulta existente.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Venus a deusa do amor



Vênus a deusa do amor como é também conhecida Afrodite tem uma ascendência diferenciada dos demais deuses Olímpicos.
Afrodite é filha de Urano, o que a torna, por parte de seu pai, sobrinha de Cronos, de Réia e dos titãs, além de prima de Zeus e da toda poderosa Hera, esposa do rei do Olimpo.
Urano, o céu, temendo ser destronado por seus filhos, mantinha-os presos na barriga da mãe, Gaia. Ela, contudo, sofria dores horríveis. Numa oportunidade, quando o céu (Urano), trazendo a noite, deitou-se sobre a terra, esta o distraiu e instigou seu filho Cronos a castrar e matar o próprio pai, com afiada foice, para então assumir o comando das divindades. O sêmen de Urano, derramado sobre o mar, fecundou as ondas (aphoros) e desse fenômeno nasceu Appotitn, ou Aphroditê, ou ainda Afrodite e, por fim, Afrogenéia, que significa “nascida da espuma”. A nova divindade, já nascida em belíssima forma e adulta, caminha para fora da espuma do mar numa praia da ilha de Chipre.
Existe uma segunda Afrodite que seria filha de Zeus e da titânide Dione, filha do titã Oceano com a protegida de Hera, Tétis. Nesse caso, Afrodite é meia irmã de Apolo, Ártemis, Hermes e de todos os demais deuses, heróis e mortais filhos de Zeus. Sendo assim temos duas qualidades da deusa. A primeira seria Afrodite Urânia (A deusa celestial) e Afrodite Pandemos (a popular ou comum), ligada às relações sexuais, ao amor carnal.
Uma outra fonte aponta uma origem Oriental da deusa já que a ilha de Chipre está bem próxima do levante, isto é, do Oriente. Por ter nascido em Chipre, Afrodite era também conhecida como Cípria, Ciprigenéia (“nascida de Chipre”) ou Citeréia (“de Cítera”, ilha aonde ela chegou ao sair de Chipre).
São claro os laços de Afrodite com o Oriente, embora seja, na Grécia, ela assumiu fisionomia totalmente local. De fato, o culto da deusa oriental Astarte, presente em área de cultura semítica com o nome de Ashtoreth, e associada à divindade Mesopotâmica Ishtar, bem como á etrusca Uni-Astre, demonstrava sua ligação com a sexualidade ea fertilidade, e ainda, em menor dose, com a guerra.
O que mais chama atenção, contudo, e a coincidência dos atributos de Astarte e Afrodite. Normalmente representada nua, a deusa oriental sempre se faz acompanhar de um cavalo, um leão, uma esfinge e uma pomba. Já Afrodite, sua equivalente grega, manterá a nudez e a pomba como seus companheiros constantes.
Conexão oriental ainda maior, contudo, e a representação de Ishtar e de Astarte com uma estrela dentro de um círculo, atributo que acabaria associado à Afrodite no mundo romano. Isso explica o fato de o planeta com o halo ter sido batizado de Vênus, em função do nome romano da deusa.
Os principais atributos da deusa do amor são as maçãs (melon em grego), a pomba, o cisne, as flores, de maneira geral, mas especialmente as rosas vermelhas (rhodon), as anêmonas, os narcisos e a árvore de mirra. Algumas fontes mencionam a alface (thripax) e a romã (rhoa), más esta última é mais ligada a Perséfone deusa do submundo.
Além da pomba e do cisne, a lebre (lagos), o ganso (khen), o pardal (estruthos) e a tartaruga (trugon) eram considerados como animais sagrados da deusa, por suas características de fidelidade, fecundidade, alegria e perseverança.


Os nomes de Afrodite
(Epítetos)

Acidália: Nome ligado à fonte akifalius, onde Afrodite se banhava

Acraia: Quando seu templo estava em colinas

Afrogenéia: Nascida das ondas

Ambologera: “A que afasta a velhice”

Anadiomenê: Nome da famosa estátua da deusa tirando água dos cabelos com as mãos, quando se ergue do mar

Antéia: amiga das flores e dos brotos, ou do ato de brotar

Apaturia: “Quem engana”, por ela ter ludibriado gigantes

Apotrofia: A que evita o desejo não aceitável do coração dos homens

Areia: A deusa armada, por sua relação com ares, deus da guerra

Calipígia: “As de belas nádegas”

Filoméides: Que gosta de sorrir e de sorrisos

Hetaíra: Protetora e amiga das prostitutas

Lismênia: “do porto”, em referência á proteção aos marinheiros

Melaínis: Afrodite do negror da noite

Migôntis: “do amor matrimonial”

Pandemos: Que significa “pertencente e povo”

Urânia: “filha de Urano”, o céu, ou seja, deusa celestial

“Xênia: ‘ do estrangeiro”


Em Roma


Amica: protetora das mulheres

Áurea: deusa dourada

Celeste: a mesma Afrodite Urânia

Cloacina: Antiga deusa das águas, protetora do sistema de esgotos de Roma. Identificada com Vênus por uma grande estátua

Genetrix: A “genitora” ancestral mítica do povo romano

Libentina ou Lubentina: “deusa dos prazeres”, apaixonantes

Libertina: a deusa das escravas libertas

Obsequens: “A deusa da indulgência” Seu templo, no monte Aventino, foi construído com a receita das multas aplicadas às mulheres adúlteras

Verticódia: “A que transforma os corações”

Victrix: A vitoriosa, com templos o campo de marte. Sua função e guerreira.

As três faces de Afrodite


Afrodite talvez seja a Deusa grega mais conhecida pelas massas. Mas será que de fato a conhecemos?Tentei reunir aqui um pouco do trabalho de pesquisa que fiz em busca das origens do culto e facetas de Afrodite, mas a medida em que minha pesquisa avançada, eu percebia que nenhuma pesquisa, por completa que seja, conseguirá tocar a verdade sobre a conhecida Deusa do Amor.Há quem considere Afrodite uma variação da Deusa sumeriana do amor e da guerra, Inanna e, isso explicaria o nascimento de Afrodite ter sido no mar, pois somente por essa via o culto à Deusa do amor chegaria do oriente ao ocidente. Talvez seja por esse motivo que Afrodite é também considerada protetora dos viajantes.De fato, estudando ambas, pude notar muitos pontos em comum. No entanto, a idéia central desse trabalho não é traçar uma comparação entre as duas Deusas, mas compartilhar minhas pesquisas focadas em Afrodite.Começando pelo seu nascimento, encontrei três versões diferentes.A primeira versão é segundo Hesíodo – poeta grego da idade arcaica, que escreveu “A gênese dos deuses” e “Os trabalhos e os dias” – para quem Afrodite teria nascido do falo de Urano, extirpado por seu filho Cronos.Cronos, o filho mais novo de Gaia ou Geia e Urano (Terra e Céu), cortou os genitais do pai porque ele aprisionara seus irmãos nos confins da Terra, no Tártaro.O falo de Urano foi jogado no mar e das espumas desse nasceu Afrodite. Essa versão explica a origem do nome de Afrodite, “nascida da espuma”.Logo após seu nascimento, a Deusa nadou até chegar na ilha de Citera. Por isso também é conhecida pelo nome de Citeréia. Segundo a lenda, por onde Afrodite passava, a relva se renovava, as flores nasciam, ela trazia o amor maior, o amor que tudo fertiliza, que embeleza.Vale, portanto, a associação da Deusa do amor com a primavera, pois está intimamente ligada à vida que se renova, às flores, aos nascimentos. Para corroborar essa associação, encontramos uma outra denominação para a Deusa, Antheia, a Deusa das Flores.Depois de Citera, Afrodite foi para Chipre, onde foi recebida pelas Horas, guardiãs da porta do céu (o Olimpo) e filhas de Têmis, Deusa da Justiça. Nessa ocasião, Afrodite foi vestida por elas e, em seguida, levada à presença dos Deuses. Encantou a todos, claro!É dessa versão do nascimento de Afrodite que nasce a chamada Afrodite Urânia, doadora do amor universal, da qual falaremos mais além. A segunda versão de seu nascimento é encontrada, entre outras fontes, em Homero, poeta grego que viveu por volta de 850 a.C em Jônia, antigo distrito grego onde hoje situa-se a Turquia. Homero escreveu Ilíada e Odisséia, porém, há sérias controvérsias históricas em razão da diferença de estilo entre as duas obras. A controvérsia é tanta que há quem ponha em dúvida, inclusive, a existência de Homero. Dessa discussão nasceu a expressão “questão homérica” a qual se diz quando estamos diante de um impasse.Pois bem, segundo essa segunda versão do nascimento de Afrodite, descrita também por Homero, a Deusa teria nascido de Zeus e Dione. Porém, me parece que nessa versão encontramos uma forma de restringir a amplitude e força da Deusa.Entre as discrepâncias encontradas nessa versão, a que mais me chamou a atenção foi o fato de Afrodite ser também conhecida pelo nome de Dione, que é a forma feminina de Zeus, conhecida como Deusa das águas, das fontes, do carvalho e dos oráculos, sendo essa última característica de Afrodite, pouco mencionada.A terceira versão do nascimento de Afrodite é pouco conhecida. O que sabemos é que Afrodite teria nascido de um caramujo e desembarcado de uma concha na ilha de Citera.Em Cnido – costa da Ásia maior – o caramujo é considerado uma criatura sagrada da Deusa. Outra ligação de Afrodite com o caramujo está na lenda de que Afrodite, antes do Olimpo, viveu no mar, na companhia de um caramujo de extrema beleza chamado Nérites, filho de Nereu, uma das facetas da triplicidade da divindade do mar conhecida como “O Velho do Mar”. Pouco se sabe dessa terceira versão do nascimento da Deusa, mas é inegável a relação de Afrodite com o caramujo.Essas três versões da origem de Afrodite nos falam de seu nascimento na água. Afrodite nasce na água, ou da água do mar, o por nós conhecido útero primordial. Nós, seres humanos, também nascemos na água. Talvez nosso passado intra-uterino faça com que tenhamos tanto amor por essa Deusa maravilhosa, e talvez seja também esse nosso passado intra-uterino que nos dê a sensação de retorno às nossas origens quando mergulhamos no mar. Outro ponto interessante sobre a força de Afrodite é que Ela é o amor que tudo gera. Nós também somos, ou temos, esse amor que nasceu nas águas. A água é símbolo do nosso inconsciente, do nosso lado feminino, da fertilidade, da emoção. O oceano primordial de onde crêem alguns termos nos originado me lembra muito o nascimento de Afrodite e sua relação com a humanidade. Quem sabe Afrodite não seja a expressão humana dessa vida, pois tudo que ela toca se torna fértil, pulsante e vivo. Quem sabe Afrodite não seja essa própria força geradora da vida. Afrodite e a humanidade, que relação impressionante. Mesmo entre os que dizem não cultuar a Deusa, nutre por Ela uma estranha ligação. Como Deusa do Amor Maior, da beleza e da vida Afrodite também pode ser cruel, destruidora, como veremos. Nesse ponto reside a estreita conexão de Afrodite com a humanidade. Temos em nós esses dois pólos, essas duas versões de nós mesmos. A bem da verdade, não seria correto dizer “dois pólos de Afrodite”. Poucos conhecem a versão tríplice da Deusa do Amor. Porém, noto que, cada vez que pesquiso sobre aspectos de determinada divindade, sempre encontro essa característica tríplice que, pasmem, também não pára no número três. Mas isso é assunto para outro texto. Hoje o que conhecemos de Afrodite é reduzido ao quesito amor. Porém, Afrodite se mostra muito além do que se é possível escrever sobre a Deusa.Afrodite não é somente a Deusa do amor e da beleza. A primeira face de Afrodite, em sua triplicidade, é Afrodite Urânia, distribuidora do amor universal, a doce, a bela, aquela que une os pares com amor, que dá cor e beleza ao mundo. É a Deusa do céu, das estrelas, do amor celestial. Sempre que penso nesse aspecto de Afrodite, me lembro da já mencionada Inanna, a Deusa dos Céus, como provedora, amorosa.A segunda face é Afrodite Pandemos, que está intimamente ligada a questões carnais, sexuais, físicas, materiais. O amor sensual é domínio dessa faceta da Deusa, é Ela quem nos oferece os prazeres do corpo, que desperta o desejo, que nos faz querer a beleza para conquistar.O terceiro aspecto é o menos conhecido, Afrodite Apostrófia, que significa “aquela que se afasta”. Esse é o aspecto destruidor da Deusa, o aspecto mais difícil e menos explorado. É como se quisessem deixar à mostra somente o lado que convém. Vemos muito disso ao estudar essa Deusa. Afrodite Apostrófia é que deturpa, a que escraviza e a que traz a mazelas, as desgraças. Penso muito nas modelos anoréxicas e bulímicas quando ouço o nome Afrodite Apostrófia.Como dissemos, em verdade, não se trata de apenas três faces. O culto de Afrodite e suas faces vão variando conforme a época, o local e a ideologia do povo.Temos, por exemplo, Afrodite Eleêmon, cultuada em Chipre como “A Misericordiosa”, cuja imagem se assemelha muito com a da Virgem Maria, porém, sem o aspecto da castidade.Afrodite Pasifessa, “A que brilha longe”, conhecida como a Deusa lunar que rege os mistérios do inconsciente.Afrodite Zeríntia, que muito se assemelha a Hécate. Afrodite Zeríntia é uma face da Deusa que está além do Olimpo, cujos domínios são além da Terra e do céu, assim como Hécate. Para os atenienses, Afrodite Zeríntia era a mais velha das moiras. Outro ponto em comum com Hécate era o sacrifício de cachorros, feitos em honra à Afrodite na costa trácia, posto que esse animal era consagrado à Afrodite Zeríntia.Afrodite Genetílis, outra faceta da Deusa, também recebia sacrifícios. Ficou conhecida como Vênus Genetrix, pelos latinos, a Deusa dos partos. Temos também conhecimento de um outro aspecto da Deusa, Afrodite Hetaira, que era venerada pelas cortesãs. Diferentes das prostitutas pobres e não cidadãs, as hetairas eram treinadas desde cedo nas artes do sexo. Aquele que comprava uma hetaira pagava uma soma muito alta. Tratava-se de um investimento. Muitos pagavam fortunas pelos favores sexuais das hetairas, e investiam também nos dotes artísticos delas. É fato histórico que algumas hetairas acabaram comprando sua liberdade, tornando-se grandes e conhecidas mulheres.Em Esparta, Afrodite era adorada como Enóplio, portando armas, e Afrodite Morfo, a acorrentada. Era chamada de “a de corpo bem feito” ou “a de várias formas”.Afrodite Ambológera era adorada também em Esparta como aquela que adia a velhice, trazendo vigor físico.Temos também a Afrodite Negra, ou Melena/ Melênis, dominadora dos mistérios da morte e destruição, aspecto relacionado com as Erínias.Aliás, os aspectos negros de Afrodite são os que menos conhecemos. Podemos citar Afrodite Andrófono, a matadora de homens; Afrodite Anósia, a que peca, e Afrodite Tamborico, a cavadora de túmulos.Existe também a ligação de Afrodite com Perséfone. Afrodite Persefessa era invocada como Rainha do submundo. Interessante notar que Eurínome, a Deusa primordial dos pelasgos, também tinha relação com o mar, era a Deusa dos prazeres, governou antes do patriarcado olimpiano e foi rebaixada, deixada de lado. Como podemos ver, Afrodite é muito mais complexa do que lemos por aí. Não daria para explanar toda a complexidade da Deusa nesse trabalho.Afrodite não se resume ao amor físico, nem ao amor universal, nem ao sexo, nem à beleza. Ela rege tudo isso e muito mais. Afrodite é o amor entre seres e intra seres, é o amor que cria, mas é também o amor que ceifa. Afrodite está presente no sexo, no prazer, Ela é o desejo, a vontade entre dois seres. É Ela quem faz com que duas pessoas se desejem e desse desejo mútuo, dessa explosão de energia entre dois corpos, duas mentes e dois espíritos possa ser criado um outro ser, pois Afrodite é doadora da vida também. Afrodite é a própria beleza da Terra, não diz respeito somente a corpos jovens e esbeltos. Para Afrodite a beleza plástica não vale nada. Afrodite quer a beleza da mente, do corpo e do espírito.De nada adiantará explorarmos as novidades cosméticas se não explorarmos nossa beleza real, aquela que é dada por Afrodite a todos, sem exceção. Afrodite abençoou a todos com a beleza, é uma sabedoria que poucos compreendem. Creio que Afrodite perguntaria às pessoas: De que adianta a sua beleza, sua perfeição se você vive destrói o seu planeta? De que adianta a forma física perfeita se é vazio por dentro? Como pode você desejar a beleza constantemente na sua vida e degradar a sua casa?Afrodite é doadora da beleza, do viço, porém, Afrodite também deseja que cada um de nós leve a beleza para a vida daqueles que nos cercam. O que acontece com pessoas bonitas, jovens, que exercem sua sexualidade desmedida?O que acontece com pessoas que em nome do amor aprisionam outro ser?O que acontecem com pessoas que buscam a beleza vazia?Solidão.Solidão no sentido mais amplo. Afrodite vai embora e leva consigo a real beleza, o sexo pleno, o amor verdadeiro.É nessa hora que podemos conhecer a face da qual poucos falam, Afrodite Apostrófia, aquela que se afasta.
Urano





Na mitologia grega, a figura imponente de Urano, personificação do céu, encarnava o impulso fecundante primário da natureza.
Urano é o deus do firmamento na mitologia grega.
Segundo a Teogonia, de Hesíodo, Urano foi gerado por Gaia (a Terra), nascida do Caos original e mãe também das Montanhas e do Mar.
Da posterior união de Gaia com Urano, nasceram os Titãs, os Ciclopes e os Hecatonquiros.
Por odiar os filhos, Urano encerrava-os no corpo de Gaia, que lhes pediu que a vingassem. Só Cronos, um dos Titãs, lhe atendeu.
Com uma harpe (cimitarra), castrou Urano quando este se uniu a Gaia.
Das gotas de sangue que caíram sobre ela nasceram as Erínias, os Gigantes e as Melíades (ninfas dos freixos).
Os testículos decepados flutuaram no mar e formaram uma espuma branca, de que nasceu Afrodite, a deusa do amor.
Com seu ato, Cronos separara o céu da Terra e permitira que o mundo adquirisse uma forma ordenada.
Na Grécia clássica não havia culto a Urano.
Este fato, aliado a outros elementos da narrativa, sugere uma origem pré-grega.
O uso da harpe indica fonte oriental e a história apresenta semelhança com o mito hitita de Kumarbi.
Em Roma, Urano foi identificado com o deus Céu.


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Oxalá e Jesus na Umbanda





Definição energética
Trono natural da Fé, primeira razão do movimento do Universo, campo de atuação primeiro regendo a religiosidade dos seres, ou a crença que têm para o positivismo. De natureza elemental cristalina, cuja presença se encontra em todos as outras vibrações de ordem divina como base. Dos textos antigos já se tem o nome Cristo como cristal, ou cristalino, e essa referência de todos os mestres da luz que vieram à nascer na matéria para guiar a humanidade. Suas ondas magnetizadoras despertam a ética nos seres, ou seja a base das religiões, algumas dessas ondas chegam até os nossos olhos cruzadas o que tornou o símbolo da cruz aquele a ser deixado como referência pelo nosso Mestre Cristo.

Oxalá
Oxalá, na Umbanda representa o Orixá associado à criação do mundo e da espécie humana. Apresenta-se de duas maneiras:
• Oxaguiam (moço);
• Oxalufam (velho).
O símbolo do primeiro é uma idá (espada), o do segundo é uma espécie de cajado em metal, chamado ôpá xôrô. A cor de Oxaguiam é o branco levemente mesclado com azul, e do Oxalufam é somente branco. O dia consagrado para ambos é a sexta-feira. Sua saudação é Èpa Bàbá!. O Oxalá é considerado e cultuado como o maior e mais respeitado de todos os Orixás do Panteão Africano. Simboliza a paz é o pai maior nas nossas nações na Religião Africana. É calmo, sereno, pacificador, é o criador, portanto respeitado por todos os Orixás e todas as nações. A Oxalá pertence os olhos que vêem tudo. Oxalá seja na Umbanda ou no Candomblé é o mesmo Orixá. O que muda da Umbanda para o Candomblé em relação aos Orixás é a forma de manifestação (incorporação), trato, simbolos e assentamentos, vestimentas, imagens etc. Porém, a essência do Orixá é a mesma. Em algumas formas de Umbanda Oxalá é sincretizado com Jesus Cristo. Esse sincretismo é uma herança do aculturamento sofridos pelos negros ao longo do período colonial. Uma associação ora forçada pelos Jesuítas na imposição da fé Cristã, ora um símbolo de resistência onde da imagem do Santo Católico, se cultuava os Orixás africanos (por isso as datas dos festejos dos Orixás, coincidem com as dos Santos Católicos). A imposição e a própria resistência acabaram virando práticas populares. As imagens dos Santos Católicos se confundiram com as dos Orixás, não se sabendo onde começa um, e onde termina o outro. Porém, dentro do terreiro, ao som dos atabaques, pode até ter a imagem dos Santos, mas quem incorpora são os Orixás. Podem cantar pontos onde se escuta o nome de São Jorge, por exemplo, mas quem monta no "cavalo" é Ogum. Hoje em dia muitos terreiros estão deixando as imagens Católicas e cultuando os Orixás baseados em seus elementos, tais como: águas de Oxum, Ferro de Ogum, Otá (pedra) de Xangô. Ou utilizando-se de assentamentos, onde ali é colocada uma parte da essência do médium e parte da essência do Orixá.


Origem do texto: Wikipédia, a enciclopédia livre.