sábado, 14 de novembro de 2009

Ìyàmì Òxòròngá


ÝÀMI OXORONGA


Iyá Mi Osorongá ( Ìyá Mi Osorongà ) é a síntese do poder feminino, claramente manifesto na possibilidade de gerar filhos e, numa noção mais ampla, de povoar o mundo. Quando os iorubás dizem "nossas mães queridas" para se referirem às Iyá Mi, tentam, na verdade, apaziguar os poderes terríveis dessa entidade.

Donas de um axé tão poderoso quanto o de qualquer orixá, as Iyá Mi tiveram seu culto difundido por sociedades secretas de mulheres e são as grandes homenageadas do famoso festival Gèlèdè, na Nigéria, realizado entre os meses de março e maio, que antecedem o início das chuvas do país, remetendo imediatamente para um culto relacionado à fertilidade.

Poder procriador, tornaram-se conhecidas como as senhoras dos pássaros e sua fama de grandes feiticeiras as associou à escuridão da noite; por isso também são chamadas de Eleyé e as corujas são seus maiores símbolos.

A sua relação mais evidente é com o poder genital feminino, que é o aspecto que mais aproxima a mulher da natureza, ou seja, dos acontecimentos que fogem à explicação e ao controle humano. Toda mulher é poderosa porque guarda um pouco da essência das Iyá Mi; a capacidade de gerar filhos, expressa nos órgãos genitais femininos, sempre assustou os homens e as cantigas entoadas durante o festival Gèlèdè fazem alusão a esse terrível poder -- que não pertence apenas às Iyá Mi, mas a qualquer mulher.

Mãe destruidora, hoje te glorifico:

O velho pássaro não se aqueceu no fogo.

O velho pássaro doente não se aqueceu ao sol.

Algo secreto foi escondido na casa da Mãe ...

Honras à minha Mãe!

Mãe cuja vagina atemoriza a todos.

Mãe cujos pêlos púbicos se enroscam em nós.

Mãe que arma uma cilada, arma uma cilada.

Mãe que tem potes de comida em casa.

As mães são compreendidas como a origem da humanidade e seu grande poder reside na decisão que tomar sobre a vida de seus filhos. É a mãe que decide se o filho deve ou não nascer e, quando ele nascer, ainda decide se ele deve viver. A mulher, especialmente nas sociedades antigas, tinha inúmeros recursos para interromper uma gravidez. E, até os primeiros anos de vida, uma criança depende totalmente de sua mãe; se faltarem seus cuidados a criança não vinga. Em síntese, todo ser humano deve a vida a uma mulher. Se todas as mulheres juntas decidisses não mais engravidar, a humanidade estaria fadada a desaparecer. Esse é o poder de Iyá Mi: mostrar que todas as mulheres juntas decidem sobre o destino dos homens.

Mãe todo-poderosa, mãe do pássaro da noite.

Grande mãe com quem não ousamos coabitar

Grande mãe cujo corpo não ousamos olhar

Mãe de belezas secretas

Mãe que esvazia a taça

Que fala grosso como homem,

Grande, muito grande, no topo da árvore iroko,

Mãe que sobe alto e olha para a terra

Mãe que mata o marido mas dele tem pena.

Iyá Mi é a sacralização da figura materna, por isso seu culto é envolvido por tantos tabus. Seu grande poder se deve ao fato de guardar o segredo da criação. Tudo que é redondo remete ao ventre e, por conseqüência, as Iyá Mi. O poder das grandes mães é expresso entre os orixás por Oxum, Iemanjá e Nanã Buruku, mas o poder de Iyá Mi é manifesto em toda mulher, que, não por acaso, em quase todas as culturas, é considerada tabu.

As denominações de Iyá Mi expressam suas características terríveis e mais perigosas e por essa razão seus nomes nunca devem ser pronunciados; mas quando se disser um de seus nomes, todos devem fazer reverencias especiais para aplacar a ira das Grandes Mães e, principalmente, para afugentar a morte.

As feiticeiras mais temidas entre os iorubás e nos candomblés do Brasil são as Àjé e, para referir-se à elas sem correr nenhum risco, diga apenas Eleyé, Dona do Pássaro. O aspecto mais aterrador das Iyá Mi e o seu principal nome , com o qual tornou-se conhecida nos terreiros, é Oxorongá, uma bruxa terrível que se transforma no pássaro de mesmo nome e rompe a escuridão da noite com seu grito assustador.

As Yiá Mi são as senhoras da vida, mas o corolário fundamental da vida é a morte. Quando devidamente cultuadas, manifestam-se apenas em seu aspecto benfazejo, são o grande ventre que povoa o mundo. Não podem, porém, ser esquecidas; nesse caso lançam todo tipo de maldição e tornam-se senhoras da morte.

O lado bom de Iyá Mi é expresso em divindades de grande fundamento, como Apaoká, a dona da jaqueira, a verdadeira mãe de Oxóssi Dizem que o deus caçador encontrou mel aos pés da jaqueira e em torno dessa árvore formou-se a cidade de Kêtu.

Os assentamentos de Iyá Mi ficam junto a grandes árvores como a jaqueira e geralmente são enterrados, mostrando a sua relação com os ancestrais, sendo também uma nítida representação do ventre. As Iyá Mi, juntamente com Exú e os ancestrais, são evocadas nos ritos de Ipadé, um complexo ritual que , entre outras coisas, ratifica a grande realidade do poder feminino na hierarquia do Candomblé, denotando que as grandes mães é que detém os segredos do culto, pois um dia, quando deixarem a vida, integrarão o corpo das Iyá Mi, que são, na verdade, as mulheres ancestrais.
(Do livro; "Magia Prática no Culto a Ìami Òsòròngá" de Luiz Carlos O.Silva.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Chás e suas propriedades terapeuticas


A vida vegetal tem sido sustento e remédio para todas as espécies animais, em todos os tempos. A busca e o uso de plantas com propriedades terapêuticas é uma prática milenar, atestada em vários tratados de fitoterapia das grandes civilizações há muito desaparecidas. O grande número de espécies medicinais hoje conhecidas é reflexo do grau de Antigüidade dos conhecimentos fitoterápicos e resultado de incontáveis erros e acertos.
No uso das ervas, plantas, flores e frutas e outras práticas de saúde, a Vemate esta ajudando a estabelecer a medicina do futuro, mergulhando na harmonia, no equilíbrio da natureza, buscando nestas os princípios ativos em seu estado mais puro. O chá não deve ser tomado só quando estivermos doentes, pode ser tomado também como preventivo, fortalecendo o organismo contra doenças, aliviando o sistema digestivo e as demais funções, devendo sempre alternar os sabores.
As informações seguintes possuem propósitos educativos e não tem a intenção de substituir cuidados médicos apropriados, diagnóstico ou prescrição.
Maneiras de Preparo dos chás:
Infusão: Despejar água fervendo sobre as ervas, numa vasilha, deixa-las em repouso durante 10 minutos abafadas.
Decocção: Colocar as ervas em água fria. O tempo de fervura varia de 5 a 10 minutos, retire a vasilha do fogo e conserve tapada. Após coar e tomar.
Maceração: Põe-se de molho as ervas em água fria, durante 12 horas, neste processo os sais minerais e vitaminas são mais aproveitados.
Cataplasma: Socam-se as plantas, formando uma papa que se coloca sobre o local dolorido, diretamente entre dois panos, quente, morno ou frio.
Gargarejos: Prepara-se o chá e enxágua-se bem a garganta, faz-se várias vezes ao dia.
Inalação: Põe-se as ervas para cozimento até fervura, aspirando-se em seguida o vapor.
Banhos: As ervas também se prestam, com bons resultados, para uso externo e interno, muito difundida pela hidroterapia.
Chás de Ervas
BoldoEstimulante da digestão, secreção biliar, distúrbios intestinais e hepáticos. Auxilia na cura de ressaca. O chá combate à prisão de ventre gases intestinais e transtorno do fígado, atua na degradação de gorduras, é indicado em intoxicações alcoólicas.
Camomila Alivia gases intestinais, desintoxica o fígado, auxilia no tratamento de reumatismo e da excitação nervosa, alivia enxaqueca, dores de dente, insônia, enjôos e é tônico para pele. Usado para cólicas em lactentes, regula os intestinos. É atiinflamatório e calmante, utilizado em crises histéricas, depressivas e febres intermitentes. Externamente utilizado para queimaduras do sol e irritação nos olhos.
Cidreira (Capim Limão)Indutora do sono alivia dores de cabeça e gases intestinais, indicada para digestão, cólicas menstruais e intestinais, distúrbios renais, conjuntivites, tosse, espasmos, febres, diarréias, reumatismos, histerias, afecções do estômago, nervos e palpitações do coração. É sedativa, analgésica, calmante, diurética, hipotensora, depurativa, expectorante e antiálgica.
CarquejaIndicado para má digestão, cansaço físico, vermes intestinais, Prisão de ventre, gastrite, azia, anemia, fígado, rins, diabetes, inflamações urinárias, próstata, colesterol, gota, gastrite, afecções do baço e angina. Auxilia no processo de desintoxicação e emagrecimento. É revigorante das funções genitais, diurético, antiasmática, antibiótica e depurativa.
Erva DoceCalmante dos nervos, elimina mau hálito, toxinas da pele, gases intestinais, cólicas intestinais de criança e do ventre. Estimula o apetite, digestão, secreção biliar, restaura fluxo menstrual e aumenta o leite das lactantes. Bom contra azia, também utilizado na culinária como aromatizante.
HortelãIndicada para o tratamento da febre, vermes, espasmos, gases intestinais, sistema nervoso, inflamações uterinas, resfriado, faringite, tosse, afecções da garganta, coceiras, sarampo, inchaços, dor-de-cabeça, rinite, conjuntivite, cólicas, diarréia, problemas estomacais, intestinais e respiratórios. O chá é lactante, estimulante digestivo, antisséptico, descongestionante nasal, perspirante, anestésico e analgésico.
Sene Laxante, depurativo, vermífugo, elimina manchas brancas do corpo. Indicado para o mau funcionamento intestinal, alivia os problemas de hemorróidas e fissuras anais por facilitar as evacuações. Não é recomendado para crianças e durante a gravidez.
Chá PretoAlivia os sintomas de depressão e dor de cabeça. É tônico, energético, estimulante dos nervos, músculos e cérebro e auxilia no tratamento de obesidade. É o chá mais consumido no mundo.
CanelaÉ indicado contra ulcerações da gengiva, mucosa da boca, dores estomacais, diarréia, calafrios, tosses, amenorréia, pressão baixa, respiração ofegante, espasmos, escorbuto e reumatismos. É estimulante digestivo, hipertensora suave, antisséptica, carminativa, piolhicida, cardiotônica e adstringente.
Porangaba É altamente diurética, não laxativa, elimina o excesso de gordura e edemas. Tem ação tônica sobre a circulação e auxilia no emagrecimento. Auxilia no combate da fadiga, asma, bronquite, diarréias agudas, cólicas intestinais e inflamações renais. Ajuda a diminuir a barriga, estômago alto, pernas inchadas, gorduras localizadas, produzindo bem estar sem agredir seu organismo.
Chá de Frutas
Chá de MorangoO chá é depurativo, vermífugo e diurético. Combate a areias da bexiga, retenção da urina e inflamação dos rins. Indicado em casos de azia, diarréia, reumatismo e gota. Contém, cálcio, ferro, fósforo e vitamina C.
Chá de MaracujáÉ refrescante, sedativo, calmante, diurético, desinfetante, antiinflamatório e depurativo. Indicado para insônia, dores em geral, combate diabete, asma e diarréia. A raiz e a semente combatem vermes.
Chá de CerejaCalmante, vermífugo, elimina cálculos renais e da bílis. É bom para dores reumáticas, nervos, diarréias e regulador do sono. Combate gripes, anginas do peito e afecções da garganta.
Chá de AbacaxiAuxilia nas doenças respiratórias, dor de garganta, bronquite e previne osteoporose. É expectorante, depurativo, diurético, auxilia a digestão e as funções do fígado.
Chá de MaçãAlém de muito saboroso, o chá é tônico, calmante, desinfetante bucal, sonífero, antidiarréico e diurético. Possui atividades antibacteriana, antiviral, antiinflamatória, ativa o fígado, dissolve o ácido úrico e indicado nas convalescenças. Ideal para digestão e reuniões sociais.
Erva-MatePropriedades Nutritivas, Fisiológicas e Medicinais da Erva-Mate:Análises e estudos sobre a erva-mate têm revelado uma composição que identifica diversas propriedades benéficas ao ser humano, pois o produto contém: alcalóides (cafeína, metilxantina, teofilina e teobromina), taninos (ácidos fólico e cafeico), vitaminas (A, B1, B2, C e E), sais minerais (alumínio, cálcio, fósforo, ferro, magnésio, manganês e potássio), proteínas (aminoácidos essenciais), glicídios (frutose, glucose, rafinose e sacarose), lipídios (óleos essenciais e substâncias ceráceas), além de celulose, dextrina, sacarina e gomas. Por isso a erva-mate é considerada um alimento quase completo, pois contém a maioria dos nutrientes necessários ao nosso organismo. O consumo da erva-mate está ligado ao poder que ela tem de estimular a atividade física e mental, atuando beneficamente sobre os nervos e músculos, combatendo a fadiga, a sede e a fome, sem deixar efeitos colaterais como insônia e irritabilidade. A erva também atua sobre a circulação, acelerando o ritmo cardíaco e harmoniza o funcionamento bulbo-medular. Age sobre o tubo digestivo, facilita a digestão e favorece a evacuação e mictação. É considerada ainda um ótimo remédio para pele e reguladora das funções do coração e da respiração, além de exercer importante papel na regeneração celular.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Odu Ifá


Odu Ifa
Odus
DIZ-SE QUE, NOS PRIMÓRDIOS DOS TEMPOS, NÃO EXISTIA SEPARAÇÃO ENTRE O CÉU E A TERRA (ORUM-AIYÉ) E QUE HAVIA UMA CONVIVÊNCIA ÍNTIMA ENTRE OS ORIXÁS E OS SERES HUMANOS; TODOS PODIAM IR AO ÓRUM E VOLTAR QUANDO DESEJASSEM. PORÉM UM CERTO DIA, O HOMEM DESONROU SEU COMPROMISSO COM ÓLORUM, PECOU CONTRA O SUPREMO AO TOCAR O QUE NÃO PODIA SER TOCADO. E ASSIM, O MESMO DIVIDIU O CÉU E A TERRA. O PRIVILÉGIO DA LIVRE COMUNICAÇÃO DESAPARECEU EM TROCA DAS DIFERENTES FORMAS ORACULARES ESTABELECIDAS E LEGADAS POR ORUNMILÁ.
Odús (signos de Ifá), são presságios, destinos, predestinação. Os odús são inteligências que participaram da criação do universo; cada pessoa traz um odú de origem e cada orixá é governado por um ou mais odús. Cada odú possui um nome e características próprias e dividem-se em "caminhos" denominados "ese" onde está atado a um sem-número de mitos conhecidos como itàn Ifá.

Os odús são os principais responsáveis pelos destinos dos homens e do mundo que os cerca.
Os orixás não mudam o destino da vida e sim executam suas funções dentro da natureza liberando energia para que todos possam dela se energizar e encontrar seu caminho,
O odú é o caminho, a existência do destino o qual o orixá e todos os seres estão inserido.
Alguém já escutou a seguinte frase ?
-com o destino não se brinca...
-sua vida esta escrita...
-seu destino já estava escrito...
E muitas outras frases populares que refere-se a odú.
Cada pessoa pode ir de encontro ou seguir um caminho alheio ao destino estabelecido, neste caso seu destino e sua conduta fogem as regras siderais (seguiu um caminho diferente dentro do estabelecido). Geralmente nestes casos, as mesmas tentem a sofrer decepções em sua vida em geral (amor, trabalho,família, saúde, mortes prematuras, etc) São nesses casos que a espiritualidade pode ajudar, porém tudo que é natural e de conformidade com o destino, não deve ser modificado.

Nós quando nascemos, somos regidos por um odú que representa nosso "destino" assim como o nosso caminho.

Através de ifá, podemos averiguar o porque das situações serem adversas as de sua vontade e se a mesma está em um caminho diferente ao destinado ou escolhido.

O destino das pessoas e tudo o que existe podem ser desvendados por meio da consulta a ifá, o oráculo, que se manifesta pelo jogo. Ifá tem seu culto específico e o mais alto cargo do culto de ifá é o de Olwo, título concebidos a alguns babalaôs. Ifá é o orixá da adivinhação e para tudo deve ser consultado. Existem alguns tipos de jogo utilizado por Babalorixás e Ialorixás que não são os mesmos métodos do opelé ifá (utilizado pelos babalaôs em consulta a Ifá), como o rosário de ifá, o jogo de búzios (meridilogun), etc.
No jogo de búzios (mais comum meridilogun) quem fala é exú, são dezesseis búzios que podem ser jogados também pelos babalorixás e Ialorixás. A consulta a ifá é uma atividade exclusivamente masculina, mas as mulheres passaram a poder pegar nos búzios porque oxum fez um trato com exu, conseguindo dele permissão para jogar.
O jogo de opelé ifá baseia-se num sistema matemático, em que se estabelece 256 combinações resultantes dos 16 odús usados no jogo de búzios multiplicado por 16. Nada se faz sem que antes se consulte o oráculo, quanto mais séria a questão a ser resolvida, maior a responsabilidade da pessoa que faz o jogo.

Narram algumas lendas que ifá girou pelo mundo, deixando legados e ensinamentos a vários povos de como manter comunicação com os deuses no órun (céu), passando pelos árabes onde não foi aceito e vindo a se estabelecer definitivamente na áfrica, junto aos povos iorubás onde manteve seu legado ensinando aos sacerdotes como restabelecer a comunicação com seus antepassados. Assim ,aperfeiçoando um dos mais avançados métodos de consulta existente.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Venus a deusa do amor



Vênus a deusa do amor como é também conhecida Afrodite tem uma ascendência diferenciada dos demais deuses Olímpicos.
Afrodite é filha de Urano, o que a torna, por parte de seu pai, sobrinha de Cronos, de Réia e dos titãs, além de prima de Zeus e da toda poderosa Hera, esposa do rei do Olimpo.
Urano, o céu, temendo ser destronado por seus filhos, mantinha-os presos na barriga da mãe, Gaia. Ela, contudo, sofria dores horríveis. Numa oportunidade, quando o céu (Urano), trazendo a noite, deitou-se sobre a terra, esta o distraiu e instigou seu filho Cronos a castrar e matar o próprio pai, com afiada foice, para então assumir o comando das divindades. O sêmen de Urano, derramado sobre o mar, fecundou as ondas (aphoros) e desse fenômeno nasceu Appotitn, ou Aphroditê, ou ainda Afrodite e, por fim, Afrogenéia, que significa “nascida da espuma”. A nova divindade, já nascida em belíssima forma e adulta, caminha para fora da espuma do mar numa praia da ilha de Chipre.
Existe uma segunda Afrodite que seria filha de Zeus e da titânide Dione, filha do titã Oceano com a protegida de Hera, Tétis. Nesse caso, Afrodite é meia irmã de Apolo, Ártemis, Hermes e de todos os demais deuses, heróis e mortais filhos de Zeus. Sendo assim temos duas qualidades da deusa. A primeira seria Afrodite Urânia (A deusa celestial) e Afrodite Pandemos (a popular ou comum), ligada às relações sexuais, ao amor carnal.
Uma outra fonte aponta uma origem Oriental da deusa já que a ilha de Chipre está bem próxima do levante, isto é, do Oriente. Por ter nascido em Chipre, Afrodite era também conhecida como Cípria, Ciprigenéia (“nascida de Chipre”) ou Citeréia (“de Cítera”, ilha aonde ela chegou ao sair de Chipre).
São claro os laços de Afrodite com o Oriente, embora seja, na Grécia, ela assumiu fisionomia totalmente local. De fato, o culto da deusa oriental Astarte, presente em área de cultura semítica com o nome de Ashtoreth, e associada à divindade Mesopotâmica Ishtar, bem como á etrusca Uni-Astre, demonstrava sua ligação com a sexualidade ea fertilidade, e ainda, em menor dose, com a guerra.
O que mais chama atenção, contudo, e a coincidência dos atributos de Astarte e Afrodite. Normalmente representada nua, a deusa oriental sempre se faz acompanhar de um cavalo, um leão, uma esfinge e uma pomba. Já Afrodite, sua equivalente grega, manterá a nudez e a pomba como seus companheiros constantes.
Conexão oriental ainda maior, contudo, e a representação de Ishtar e de Astarte com uma estrela dentro de um círculo, atributo que acabaria associado à Afrodite no mundo romano. Isso explica o fato de o planeta com o halo ter sido batizado de Vênus, em função do nome romano da deusa.
Os principais atributos da deusa do amor são as maçãs (melon em grego), a pomba, o cisne, as flores, de maneira geral, mas especialmente as rosas vermelhas (rhodon), as anêmonas, os narcisos e a árvore de mirra. Algumas fontes mencionam a alface (thripax) e a romã (rhoa), más esta última é mais ligada a Perséfone deusa do submundo.
Além da pomba e do cisne, a lebre (lagos), o ganso (khen), o pardal (estruthos) e a tartaruga (trugon) eram considerados como animais sagrados da deusa, por suas características de fidelidade, fecundidade, alegria e perseverança.


Os nomes de Afrodite
(Epítetos)

Acidália: Nome ligado à fonte akifalius, onde Afrodite se banhava

Acraia: Quando seu templo estava em colinas

Afrogenéia: Nascida das ondas

Ambologera: “A que afasta a velhice”

Anadiomenê: Nome da famosa estátua da deusa tirando água dos cabelos com as mãos, quando se ergue do mar

Antéia: amiga das flores e dos brotos, ou do ato de brotar

Apaturia: “Quem engana”, por ela ter ludibriado gigantes

Apotrofia: A que evita o desejo não aceitável do coração dos homens

Areia: A deusa armada, por sua relação com ares, deus da guerra

Calipígia: “As de belas nádegas”

Filoméides: Que gosta de sorrir e de sorrisos

Hetaíra: Protetora e amiga das prostitutas

Lismênia: “do porto”, em referência á proteção aos marinheiros

Melaínis: Afrodite do negror da noite

Migôntis: “do amor matrimonial”

Pandemos: Que significa “pertencente e povo”

Urânia: “filha de Urano”, o céu, ou seja, deusa celestial

“Xênia: ‘ do estrangeiro”


Em Roma


Amica: protetora das mulheres

Áurea: deusa dourada

Celeste: a mesma Afrodite Urânia

Cloacina: Antiga deusa das águas, protetora do sistema de esgotos de Roma. Identificada com Vênus por uma grande estátua

Genetrix: A “genitora” ancestral mítica do povo romano

Libentina ou Lubentina: “deusa dos prazeres”, apaixonantes

Libertina: a deusa das escravas libertas

Obsequens: “A deusa da indulgência” Seu templo, no monte Aventino, foi construído com a receita das multas aplicadas às mulheres adúlteras

Verticódia: “A que transforma os corações”

Victrix: A vitoriosa, com templos o campo de marte. Sua função e guerreira.

As três faces de Afrodite


Afrodite talvez seja a Deusa grega mais conhecida pelas massas. Mas será que de fato a conhecemos?Tentei reunir aqui um pouco do trabalho de pesquisa que fiz em busca das origens do culto e facetas de Afrodite, mas a medida em que minha pesquisa avançada, eu percebia que nenhuma pesquisa, por completa que seja, conseguirá tocar a verdade sobre a conhecida Deusa do Amor.Há quem considere Afrodite uma variação da Deusa sumeriana do amor e da guerra, Inanna e, isso explicaria o nascimento de Afrodite ter sido no mar, pois somente por essa via o culto à Deusa do amor chegaria do oriente ao ocidente. Talvez seja por esse motivo que Afrodite é também considerada protetora dos viajantes.De fato, estudando ambas, pude notar muitos pontos em comum. No entanto, a idéia central desse trabalho não é traçar uma comparação entre as duas Deusas, mas compartilhar minhas pesquisas focadas em Afrodite.Começando pelo seu nascimento, encontrei três versões diferentes.A primeira versão é segundo Hesíodo – poeta grego da idade arcaica, que escreveu “A gênese dos deuses” e “Os trabalhos e os dias” – para quem Afrodite teria nascido do falo de Urano, extirpado por seu filho Cronos.Cronos, o filho mais novo de Gaia ou Geia e Urano (Terra e Céu), cortou os genitais do pai porque ele aprisionara seus irmãos nos confins da Terra, no Tártaro.O falo de Urano foi jogado no mar e das espumas desse nasceu Afrodite. Essa versão explica a origem do nome de Afrodite, “nascida da espuma”.Logo após seu nascimento, a Deusa nadou até chegar na ilha de Citera. Por isso também é conhecida pelo nome de Citeréia. Segundo a lenda, por onde Afrodite passava, a relva se renovava, as flores nasciam, ela trazia o amor maior, o amor que tudo fertiliza, que embeleza.Vale, portanto, a associação da Deusa do amor com a primavera, pois está intimamente ligada à vida que se renova, às flores, aos nascimentos. Para corroborar essa associação, encontramos uma outra denominação para a Deusa, Antheia, a Deusa das Flores.Depois de Citera, Afrodite foi para Chipre, onde foi recebida pelas Horas, guardiãs da porta do céu (o Olimpo) e filhas de Têmis, Deusa da Justiça. Nessa ocasião, Afrodite foi vestida por elas e, em seguida, levada à presença dos Deuses. Encantou a todos, claro!É dessa versão do nascimento de Afrodite que nasce a chamada Afrodite Urânia, doadora do amor universal, da qual falaremos mais além. A segunda versão de seu nascimento é encontrada, entre outras fontes, em Homero, poeta grego que viveu por volta de 850 a.C em Jônia, antigo distrito grego onde hoje situa-se a Turquia. Homero escreveu Ilíada e Odisséia, porém, há sérias controvérsias históricas em razão da diferença de estilo entre as duas obras. A controvérsia é tanta que há quem ponha em dúvida, inclusive, a existência de Homero. Dessa discussão nasceu a expressão “questão homérica” a qual se diz quando estamos diante de um impasse.Pois bem, segundo essa segunda versão do nascimento de Afrodite, descrita também por Homero, a Deusa teria nascido de Zeus e Dione. Porém, me parece que nessa versão encontramos uma forma de restringir a amplitude e força da Deusa.Entre as discrepâncias encontradas nessa versão, a que mais me chamou a atenção foi o fato de Afrodite ser também conhecida pelo nome de Dione, que é a forma feminina de Zeus, conhecida como Deusa das águas, das fontes, do carvalho e dos oráculos, sendo essa última característica de Afrodite, pouco mencionada.A terceira versão do nascimento de Afrodite é pouco conhecida. O que sabemos é que Afrodite teria nascido de um caramujo e desembarcado de uma concha na ilha de Citera.Em Cnido – costa da Ásia maior – o caramujo é considerado uma criatura sagrada da Deusa. Outra ligação de Afrodite com o caramujo está na lenda de que Afrodite, antes do Olimpo, viveu no mar, na companhia de um caramujo de extrema beleza chamado Nérites, filho de Nereu, uma das facetas da triplicidade da divindade do mar conhecida como “O Velho do Mar”. Pouco se sabe dessa terceira versão do nascimento da Deusa, mas é inegável a relação de Afrodite com o caramujo.Essas três versões da origem de Afrodite nos falam de seu nascimento na água. Afrodite nasce na água, ou da água do mar, o por nós conhecido útero primordial. Nós, seres humanos, também nascemos na água. Talvez nosso passado intra-uterino faça com que tenhamos tanto amor por essa Deusa maravilhosa, e talvez seja também esse nosso passado intra-uterino que nos dê a sensação de retorno às nossas origens quando mergulhamos no mar. Outro ponto interessante sobre a força de Afrodite é que Ela é o amor que tudo gera. Nós também somos, ou temos, esse amor que nasceu nas águas. A água é símbolo do nosso inconsciente, do nosso lado feminino, da fertilidade, da emoção. O oceano primordial de onde crêem alguns termos nos originado me lembra muito o nascimento de Afrodite e sua relação com a humanidade. Quem sabe Afrodite não seja a expressão humana dessa vida, pois tudo que ela toca se torna fértil, pulsante e vivo. Quem sabe Afrodite não seja essa própria força geradora da vida. Afrodite e a humanidade, que relação impressionante. Mesmo entre os que dizem não cultuar a Deusa, nutre por Ela uma estranha ligação. Como Deusa do Amor Maior, da beleza e da vida Afrodite também pode ser cruel, destruidora, como veremos. Nesse ponto reside a estreita conexão de Afrodite com a humanidade. Temos em nós esses dois pólos, essas duas versões de nós mesmos. A bem da verdade, não seria correto dizer “dois pólos de Afrodite”. Poucos conhecem a versão tríplice da Deusa do Amor. Porém, noto que, cada vez que pesquiso sobre aspectos de determinada divindade, sempre encontro essa característica tríplice que, pasmem, também não pára no número três. Mas isso é assunto para outro texto. Hoje o que conhecemos de Afrodite é reduzido ao quesito amor. Porém, Afrodite se mostra muito além do que se é possível escrever sobre a Deusa.Afrodite não é somente a Deusa do amor e da beleza. A primeira face de Afrodite, em sua triplicidade, é Afrodite Urânia, distribuidora do amor universal, a doce, a bela, aquela que une os pares com amor, que dá cor e beleza ao mundo. É a Deusa do céu, das estrelas, do amor celestial. Sempre que penso nesse aspecto de Afrodite, me lembro da já mencionada Inanna, a Deusa dos Céus, como provedora, amorosa.A segunda face é Afrodite Pandemos, que está intimamente ligada a questões carnais, sexuais, físicas, materiais. O amor sensual é domínio dessa faceta da Deusa, é Ela quem nos oferece os prazeres do corpo, que desperta o desejo, que nos faz querer a beleza para conquistar.O terceiro aspecto é o menos conhecido, Afrodite Apostrófia, que significa “aquela que se afasta”. Esse é o aspecto destruidor da Deusa, o aspecto mais difícil e menos explorado. É como se quisessem deixar à mostra somente o lado que convém. Vemos muito disso ao estudar essa Deusa. Afrodite Apostrófia é que deturpa, a que escraviza e a que traz a mazelas, as desgraças. Penso muito nas modelos anoréxicas e bulímicas quando ouço o nome Afrodite Apostrófia.Como dissemos, em verdade, não se trata de apenas três faces. O culto de Afrodite e suas faces vão variando conforme a época, o local e a ideologia do povo.Temos, por exemplo, Afrodite Eleêmon, cultuada em Chipre como “A Misericordiosa”, cuja imagem se assemelha muito com a da Virgem Maria, porém, sem o aspecto da castidade.Afrodite Pasifessa, “A que brilha longe”, conhecida como a Deusa lunar que rege os mistérios do inconsciente.Afrodite Zeríntia, que muito se assemelha a Hécate. Afrodite Zeríntia é uma face da Deusa que está além do Olimpo, cujos domínios são além da Terra e do céu, assim como Hécate. Para os atenienses, Afrodite Zeríntia era a mais velha das moiras. Outro ponto em comum com Hécate era o sacrifício de cachorros, feitos em honra à Afrodite na costa trácia, posto que esse animal era consagrado à Afrodite Zeríntia.Afrodite Genetílis, outra faceta da Deusa, também recebia sacrifícios. Ficou conhecida como Vênus Genetrix, pelos latinos, a Deusa dos partos. Temos também conhecimento de um outro aspecto da Deusa, Afrodite Hetaira, que era venerada pelas cortesãs. Diferentes das prostitutas pobres e não cidadãs, as hetairas eram treinadas desde cedo nas artes do sexo. Aquele que comprava uma hetaira pagava uma soma muito alta. Tratava-se de um investimento. Muitos pagavam fortunas pelos favores sexuais das hetairas, e investiam também nos dotes artísticos delas. É fato histórico que algumas hetairas acabaram comprando sua liberdade, tornando-se grandes e conhecidas mulheres.Em Esparta, Afrodite era adorada como Enóplio, portando armas, e Afrodite Morfo, a acorrentada. Era chamada de “a de corpo bem feito” ou “a de várias formas”.Afrodite Ambológera era adorada também em Esparta como aquela que adia a velhice, trazendo vigor físico.Temos também a Afrodite Negra, ou Melena/ Melênis, dominadora dos mistérios da morte e destruição, aspecto relacionado com as Erínias.Aliás, os aspectos negros de Afrodite são os que menos conhecemos. Podemos citar Afrodite Andrófono, a matadora de homens; Afrodite Anósia, a que peca, e Afrodite Tamborico, a cavadora de túmulos.Existe também a ligação de Afrodite com Perséfone. Afrodite Persefessa era invocada como Rainha do submundo. Interessante notar que Eurínome, a Deusa primordial dos pelasgos, também tinha relação com o mar, era a Deusa dos prazeres, governou antes do patriarcado olimpiano e foi rebaixada, deixada de lado. Como podemos ver, Afrodite é muito mais complexa do que lemos por aí. Não daria para explanar toda a complexidade da Deusa nesse trabalho.Afrodite não se resume ao amor físico, nem ao amor universal, nem ao sexo, nem à beleza. Ela rege tudo isso e muito mais. Afrodite é o amor entre seres e intra seres, é o amor que cria, mas é também o amor que ceifa. Afrodite está presente no sexo, no prazer, Ela é o desejo, a vontade entre dois seres. É Ela quem faz com que duas pessoas se desejem e desse desejo mútuo, dessa explosão de energia entre dois corpos, duas mentes e dois espíritos possa ser criado um outro ser, pois Afrodite é doadora da vida também. Afrodite é a própria beleza da Terra, não diz respeito somente a corpos jovens e esbeltos. Para Afrodite a beleza plástica não vale nada. Afrodite quer a beleza da mente, do corpo e do espírito.De nada adiantará explorarmos as novidades cosméticas se não explorarmos nossa beleza real, aquela que é dada por Afrodite a todos, sem exceção. Afrodite abençoou a todos com a beleza, é uma sabedoria que poucos compreendem. Creio que Afrodite perguntaria às pessoas: De que adianta a sua beleza, sua perfeição se você vive destrói o seu planeta? De que adianta a forma física perfeita se é vazio por dentro? Como pode você desejar a beleza constantemente na sua vida e degradar a sua casa?Afrodite é doadora da beleza, do viço, porém, Afrodite também deseja que cada um de nós leve a beleza para a vida daqueles que nos cercam. O que acontece com pessoas bonitas, jovens, que exercem sua sexualidade desmedida?O que acontece com pessoas que em nome do amor aprisionam outro ser?O que acontecem com pessoas que buscam a beleza vazia?Solidão.Solidão no sentido mais amplo. Afrodite vai embora e leva consigo a real beleza, o sexo pleno, o amor verdadeiro.É nessa hora que podemos conhecer a face da qual poucos falam, Afrodite Apostrófia, aquela que se afasta.
Urano





Na mitologia grega, a figura imponente de Urano, personificação do céu, encarnava o impulso fecundante primário da natureza.
Urano é o deus do firmamento na mitologia grega.
Segundo a Teogonia, de Hesíodo, Urano foi gerado por Gaia (a Terra), nascida do Caos original e mãe também das Montanhas e do Mar.
Da posterior união de Gaia com Urano, nasceram os Titãs, os Ciclopes e os Hecatonquiros.
Por odiar os filhos, Urano encerrava-os no corpo de Gaia, que lhes pediu que a vingassem. Só Cronos, um dos Titãs, lhe atendeu.
Com uma harpe (cimitarra), castrou Urano quando este se uniu a Gaia.
Das gotas de sangue que caíram sobre ela nasceram as Erínias, os Gigantes e as Melíades (ninfas dos freixos).
Os testículos decepados flutuaram no mar e formaram uma espuma branca, de que nasceu Afrodite, a deusa do amor.
Com seu ato, Cronos separara o céu da Terra e permitira que o mundo adquirisse uma forma ordenada.
Na Grécia clássica não havia culto a Urano.
Este fato, aliado a outros elementos da narrativa, sugere uma origem pré-grega.
O uso da harpe indica fonte oriental e a história apresenta semelhança com o mito hitita de Kumarbi.
Em Roma, Urano foi identificado com o deus Céu.


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Oxalá e Jesus na Umbanda





Definição energética
Trono natural da Fé, primeira razão do movimento do Universo, campo de atuação primeiro regendo a religiosidade dos seres, ou a crença que têm para o positivismo. De natureza elemental cristalina, cuja presença se encontra em todos as outras vibrações de ordem divina como base. Dos textos antigos já se tem o nome Cristo como cristal, ou cristalino, e essa referência de todos os mestres da luz que vieram à nascer na matéria para guiar a humanidade. Suas ondas magnetizadoras despertam a ética nos seres, ou seja a base das religiões, algumas dessas ondas chegam até os nossos olhos cruzadas o que tornou o símbolo da cruz aquele a ser deixado como referência pelo nosso Mestre Cristo.

Oxalá
Oxalá, na Umbanda representa o Orixá associado à criação do mundo e da espécie humana. Apresenta-se de duas maneiras:
• Oxaguiam (moço);
• Oxalufam (velho).
O símbolo do primeiro é uma idá (espada), o do segundo é uma espécie de cajado em metal, chamado ôpá xôrô. A cor de Oxaguiam é o branco levemente mesclado com azul, e do Oxalufam é somente branco. O dia consagrado para ambos é a sexta-feira. Sua saudação é Èpa Bàbá!. O Oxalá é considerado e cultuado como o maior e mais respeitado de todos os Orixás do Panteão Africano. Simboliza a paz é o pai maior nas nossas nações na Religião Africana. É calmo, sereno, pacificador, é o criador, portanto respeitado por todos os Orixás e todas as nações. A Oxalá pertence os olhos que vêem tudo. Oxalá seja na Umbanda ou no Candomblé é o mesmo Orixá. O que muda da Umbanda para o Candomblé em relação aos Orixás é a forma de manifestação (incorporação), trato, simbolos e assentamentos, vestimentas, imagens etc. Porém, a essência do Orixá é a mesma. Em algumas formas de Umbanda Oxalá é sincretizado com Jesus Cristo. Esse sincretismo é uma herança do aculturamento sofridos pelos negros ao longo do período colonial. Uma associação ora forçada pelos Jesuítas na imposição da fé Cristã, ora um símbolo de resistência onde da imagem do Santo Católico, se cultuava os Orixás africanos (por isso as datas dos festejos dos Orixás, coincidem com as dos Santos Católicos). A imposição e a própria resistência acabaram virando práticas populares. As imagens dos Santos Católicos se confundiram com as dos Orixás, não se sabendo onde começa um, e onde termina o outro. Porém, dentro do terreiro, ao som dos atabaques, pode até ter a imagem dos Santos, mas quem incorpora são os Orixás. Podem cantar pontos onde se escuta o nome de São Jorge, por exemplo, mas quem monta no "cavalo" é Ogum. Hoje em dia muitos terreiros estão deixando as imagens Católicas e cultuando os Orixás baseados em seus elementos, tais como: águas de Oxum, Ferro de Ogum, Otá (pedra) de Xangô. Ou utilizando-se de assentamentos, onde ali é colocada uma parte da essência do médium e parte da essência do Orixá.


Origem do texto: Wikipédia, a enciclopédia livre.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

AS MITOLOGIAS AFRO E GRECO



A orientação objetiva da mente humana criou a necessidade do homem pesquisar para dar o desenvolvimento à inteligência, que é uma satisfação dessa necessidade.
Dentro da vocação de cada um, o homem busca o seu desenvolvimento inteligente para dar expansão naquilo que ele pensa, que deve fazer para o bem de uma certa coletividade.
Entretanto este nosso tema não é em todo um tratado sobre a mitologia ou as religiões, porém apenas cuidamos de estudar, pesquisar, dando à nossa interpretação, quer científica, quer religiosa ou filosófica, referente às lendas, cuja citação já apresentamos nos capítulos: Ponto de Fogo, Astronautas Pré-históricos. E aqui A Lenda da Mulher-peixe.
Continuamente procuramos mostrar aos Irmãos umbandistas o conhecimento analógico através das lendas; tentamos também explicar o porque das lendas, pois, mesmo antes do aparecimento de qualquer escola racionalista, sempre o homem se preocupou em conhecer o mistério de sua origem, de certos fenômenos, e sobre tudo de seu fim, seu Destino.
Sobre as lendas, de onde vieram? Têm algum fundamento na verdade ou são apenas sonhos da imaginação? Pois dizemos que todas lendas têm seu fundamento de verdade.
Os filósofos têm aventado sobre o assunto em diversas teorias.1a - Teoria Bíblica - De acordo com esta teoria, todas as lendas mitológicas têm sua origem nas narrativas das Escrituras, embora os fatos tenham sido distorcidos e alterados; porém a verdade é que cada povo ou geração tem a sua lenda.Assim, Deucalião é apenas um outro nome de Noé, Hércules de Sansão, Áriom de Jonas, etc...Sir Walter, em sua História do Mundo, diz: Jubal Tubal e Tubal Caim são Mercúrio, Vulcano e Apolo, inventores do Pastoreio, da Fundição e da Musica. O Dragão que guarda os pomos de ouro, era a serpente que enganou Eva. A torre de Nemrod foi a tentativa dos gigantes contra o Céu. Há sem dúvida, muitas coincidências curiosas como estas, mas a teoria não pode ser exagerada até o ponto de explicar a maior parte das lendas, sem se cair no contra-senso.
2 a - Teoria Histórica - Por essa teoria, todas as personagens mencionadas na mitologia foram seres humanos reais e as lendas e tradições fabulosas à elas relativas são apenas acréscimos e embelezamento, surgido em épocas posteriores. Assim a história de Éolo, rei e deus dos ventos, teria surgido do fato de Éolo ser o governante de alguma ilha do Mar Tirreno, onde reinou com justiça e piedade e ensinou aos nativos o uso da navegação à vela e como predizer, pelos sinais atmosféricos, as mudanças do tempo e dos ventos.Cadmo, que segundo a lenda, semeou a terra com dentes de dragão, dos quais nasceu uma safra de homens armados, foi na realidade um emigrante vindo da Fenícia, que levou à Grécia o conhecimento das letras do alfabeto, ensinando-o aos naturais daquele país.Desses conhecimentos rudimentares nasceu a civilização que os poetas se mostraram sempre inclinados a apresentar como a decadência do estado primitivo do homem, a Idade do Ouro em que imperavam a inocência e a simplicidade.
3a - Teoria Alegórica - Segundo essa teoria, todos os mitos da antigüidade eram alegóricos e simbólicos, contendo alguma verdade moral, religiosa ou filosófica, ou algum fato histórico, sob a forma de alegoria, passaram a ser entendidos literalmente. Assim Saturno que devora os próprios filhos, é a mesma Divindade que os gregos chamavam de Cronus, (os cultos afros têm um Orixá, chamado Tempo) que pode-se dizer, na verdade destrói tudo que ele próprio cria.
4a - Teoria Física - Para esta teoria, os elementos ar, fogo e água, originalmente objeto de adoração religiosa, sendo as principais Divindades personificadas nas forças da natureza. Foi fácil a transição da personificação dos elementos para a idéia de seres sobrenaturais, dirigindo e governando os diferentes objetos da natureza. Antigos povos, os gregos acreditavam que toda a natureza era povoada por seres invisíveis, e que todos os objetos, desde o Sol e o Mar até a menor fonte ou riacho, estavam entregues aos cuidados de alguma Divindade e atributos particulares.
Entretanto, todas as teorias acima mencionadas, são verdadeiras até certo ponto, no qual nos podemos igualá-las dentro dos princípios de nossa religião. Seria portanto, mais correto dizer-se que a Mitologia de uma geração ou nação vem de todas àquelas fontes combinadas e não de uma só em particular. Há muitos mitos originados pelo desejo do homem de explicar fenômenos naturais que ele não pode compreender e que não poucos surgirão de desejo semelhante de explicar a origem de nomes de lugares e pessoas.
IEMANJÁ (VÊNUS - AFRODITE)
Aqui apresentamos coletâneas das magníficas lendas do culto afro e mitologia grega.
Demonstramos que Afrodite, Vênus, deusa das lendas gregas, é a mesma Iemanjá (Sereia) dos cultos afros, na certeza de quem ler com atenção, julgará conosco essa exortativa comparação.
Iemanjá era conhecida pelos romanos como Vênus, enquanto que os gregos a conheciam como Afrodite.
Vejamos como nos é oferecido Vênus:Vênus era muito cultuada na Grécia, onde lhe foram erigidos numerosos templos. Seus alimentos eram cisnes, pombos, pássaros e lebres, lhes eram consagrados e oferecidos em sacrifícios. Seus altares eram ornados com flores, especialmente rosas, e lhes eram oferecidos frutos perfeitos e sazonados, sendo-lhe especialmente consagradas a maçã e a romã. No antigo Império Romano, principalmente em Veneza, nos rituais dedicados à Afrodite, o seu povo lançava às águas um anel de ouro, rosas, etc.
Vejamos agora Iemanjá, como todos sabem é a divindade das águas verdes, salgadas, ela leva um leque e bracelete de metal prateado, ela dança interpretando o movimento das águas agitadas. É considerada por muitos a Mãe de todos os Orixás, pois vê crescer, ano a ano, o número de seus adeptos, no Brasil é considerada pelos Umbandistas, a Rainha do Mar, Protetora da família, cultuada aos sábados e fim de ano nas praias.
No entanto, dentro do sincretismo Católico-umbandista, ela é Nossa Senhora da Glória, festejada à 15 de Agosto no Rio de Janeiro e Nossa Senhora da Conceição na Bahia.
Porém o sincretismo não passa de um fenômeno de fé, e não tem influência na filosofia dos Cultos Afro-brasileiros; no entanto o sincretismo de Oxalá com Jesus, este já explicamos dentro da Cabala, Jesus e Oxalá é a mesma divindade, isto é, a 2a pessoa da Trindade Divina do Culto do Omolocô.
Iemanjá tem seu fetiche, que é a concha marinha. Sua insígnia, um leque (abebê)
Os alimentos consagrados são pombo branco, milho, galo branco, ovelha branca, cabra branca, camarão azeite de dendê, leite de coco, como podemos ver, desde as mais antigas civilizações do mundo, Iemanjá já era cultuada nos mares onde tem o maior e melhor alimento da vida, que é o Sal.
As oferendas consagradas às Divindades, podem ser cruentas ou incruenta, segundo a necessidade de derramamento de sangue ou não; o seu nome é Efó (sacrifício) que se fazem às divindades.
Os antigos hebreus, também os novos, ainda praticam estes rituais secretamente dentro da cabala; dão nome de Nedaboh (vindo a palavra do verbo Nadah - agir espontaneamente).
Noé também deu oferendas quando saltou da barca, depois do dilúvio, oferecendo num altar ao Senhor, ao pé do Monte Ararat animais e aves puras em holocausto sobre este altar.
Gênese 8, 20
No Novo Testamento, é bastante conhecida a oferta de ouro, mirra e incenso pelos Três Reis Magos ao Menino Jesus.
E agora perguntamos: Iemanjá - Vênus - Afrodite, devem ser consideradas como uma só divindade?
Para nós, julgamos ser uma só, sob nomes diferente.
A LENDA GREGA DE VÊNUS
Sob o nome Romano de Vênus e o grego de Afrodite, esta deusa foi uma das divindades mais cultuadas na antigüidade.
Não nasceu do ventre de nenhuma mulher, deusa ou mortal; surgiu da espuma do mar, fecundada pelo sangue de Urano, o Céu, que foi emasculado por seu filho Saturno.
Uma concha de madrepérola agasalhou essa espuma (e lembra que o fetiche de Iemanjá é uma concha marinha de madrepérola) servindo-lhe de abrigo e foi conduzida pelo mar até próximo à ilha de Chipre, onde se abriu, fazendo surgir Vênus.
Zéfiro, um dos oito ventos, entregou Vênus às mãos das Musas, que se encarregaram de criá-la e educá-la.
Vênus foi esposa de Vulcano, o feio e desajeitado deus ferreiro que vivia trabalhando na forja com seus medonhos auxiliares, os ciclopes (gigantes fabulosos com um só olho na testa). Vulcano foi enganado de mil formas por sua belíssima e sensual esposa.
A aventura amorosa que a deusa do amor teve com Marte, foi a mais ruidosa do Olimpo.
Nos encontros entre ambos, Marte deixava de guarda Alectrião, seu favorito, que era muito preguiçoso.
Certa vez, Febo, também considerado como Apolo, o Sol, e que também amava Vênus, seguiu os dois apaixonados até seu esconderijo secreto. Tendo Alectrião adormecido, Febo pode espiá-los de perto e, vendo o que sucedia, foi chamar Vulcano.
O marido ultrajado, apanhando os amantes em flagrante, envolveu-os numa rede poderosa e invisível e chamou todos os deuses para que testemunhassem o adultério.
Desse amor com Marte, Vênus teve um filho, Cupido (identificado na mitologia afro, como Orugã, Orixá do amor) ou Eros, o deus do amor.
Percebendo os males que Cupido poderia causar, Júpiter pediu à Vênus que se desfizesse dele, mas ela não lhe obedeceu. Como Cupido estivesse condenado a ser sempre criança, enquanto não tivesse outro irmão, Vênus teve outro filho de Marte, Anteros, ou antiamor, aquele que transforma o amor em ódio.
Além de Cupido, Vênus foi também mãe dos amores, dos jogos e dos risos.
De seu amor com Baco, nasceu a divindade chamada Hímen, ou Himeneu.
A maior paixão que sentiu foi por Adônis, um mortal que era mais belo do que qualquer dos deuses. Por ele, Vênus fugiu do Olimpo, separou-se de seus companheiros e desdenhou da companhia dos deuses. Enciumado, Marte transformou-se num javali, atacou Adônis e matou-o.
Vênus, depois de chorar longamente, transformou Adônis em anêmona, flor de grande beleza e vida efêmera.
Netuno foi seu último esposo (identificado na mitologia afro, como Obá - Olocum, Rei dos mares). A primeira lenda nos conta que Netuno (também conhecido como Nereu ou Posêidon), deus marinho muito antigo, filho do Oceano e de Tétis, casou-se com sua irmã gêmea, Dóris, que lhe deu cinqüenta (50) belíssimas filhas que foram chamadas Nereidas.
Netuno, o deus das águas, apaixonou-se por uma delas, Anfitrite. Netuno tinha seu palácio no fundo do mar, tinha cavalos com crina de ouro que puxavam seu carro por sobre as ondas, e ostentava um tridente. Anfitrite, temendo a severidade do deus e os mistérios existentes nos profundos abismos, fugiu amedrontada.
Refugiou-se nos rochedos próximos ao Monte Atlas, mas lá foi encontrada por dois golfinhos que a persuadiram a aceitar o amor de Netuno.
Anfitrite deixou-se convencer e os dois peixes a levaram para junto do deus marinho que, agradecido, pediu à Júpiter, seu irmão, que os imortalizasse. Netuno e Anfitrite formaram um casal muito feliz e de sua união nasceram não só inúmeras Ninfas marinhas, como também o mais famoso dos divinos seres da água, Tristão. A outra lenda que é também muito difundida, conta que dois golfinhos salvaram a vida de Vênus e de seu filho, Cupido, quando ambos eram perseguidos pelo gigante Tifon, durante a guerra que Júpiter desencadeou contra os monstruosos gigantes.
IEMANJÁ MORA EM ABÉOKUTÁ
No Brasil, como todos sabem, Iemanjá é uma divindade extremamente popular. Para suas oferendas no mar, seus adeptos levam contas transparentes como cristais e braceletes de metal prateado. É simbolizada por seixos marinhos e coquinhos; quando se manifesta ela traz um leque (abebê) na mão, e os Iaôs imitam o movimento das ondas descendo e levantando o corpo.
Ela é recebida com o grito (saudação) Odoiá no Nagô e Odó-Fiaba no Omolocô, a mãe das águas. Iemanjá mora em Abéokutá, na Nigéria, no rio Ogun, e é considerada a divindade das águas do mar.
Segundo alguns historiadores é a mãe de todos os Orixás. Nada pode existir sem água.
Ela tem a mesma função que Iôiê Moiô e Olokum na linha Ifé mas ela não necessita de um Orixá macho complementário.
Ela estaria na posição de Nanã Buruku no Adelê.
Assim diz a lenda que nos tempos antigos, quando faltava água, era porque Iemanjá estava deitada e dormia sobre seu lado esquerdo. Quando voltava da esquerda para a direita, as fontes jorravam água.
Ela simboliza a maternidade; as estatuas a representam como uma mulher grávida, as mãos sobre o ventre, com seios volumosos aos quais fazem alusão nos cânticos Nossa Mãe de mamas chorosas aos seus seios dos quais em algumas lendas, dizem ainda jorrar água.
Bibliografia:TECNOLOGIA OCULTISTA DA UMBANDA DO BRASILTancredo da Silva Pinto

Mantras de Vida I


Nada me tira o bom humor: tudo no mundo me faz sorrir e, como lei de atração, atraio a alegria.
Tenho tudo com abundância, graças a Deus; mas, sei usar o que tenho.
Alegro-me com os outros, quando eles me fazem o bem, e desaprovo pela feição, no segredo do silêncio, no momento que praticam o erro.
Somente atraio pessoas das minhas idéias, e quando vem alguém ao contrário do que quero, cuido de mim, porque ele se aproxima por força de sintonia.
PAZ E TRANQUILIDADE
Se voçê não consegue se concentrar facilmente para orar com paz e tranquilidade, é preciso que você busque um ambiente calmo, onde você não seja interrompido. Pode até ser no banheiro de sua casa. Pois, o que importa nesse momento é o seu respeito, a sua intenção de rezar e a garantia de que não será interrompido por fatores externos.
Ser humilde é muito importante para ficar com o coração puro para Deus. As pessoas arrogantes acreditam que estão sempre com a razão, por isso, possuem um coração duro. Seja humilde em tudo, principalmente nos momentos de oração.

Mantras de Vida II










"Eu sou a luz que brilha em todos os pontos cardeias da vida.
Tenho sempre coragem para tudo que deve ser enfrentado por mim.
Nunca recuo naquilo que a vida me chamou para realizar.

A alegria em meus lábios é espontânea, e quando não se dá, esforço-me para tal."

Do livro Mantras de Vida
João Nunes Maia
Pelo espirito- Loester









Tenha Fé





Para se Ter uma vida repleta das graças de Deus, é preciso que se reze bastante. Mais do que simplesmente balbuciar algumas palavras, você precisa entregar o seu coração, de verdade, nos momentos de oração. Faça da oração um ato rotineiro para o seu dia-a-dia. Algo que você faça naturalmente. Dessa forma fica mais fácil falar com Deus, pois vocês vão estar em sintonia o tempo todo.





Para que você consiga entrar em sintonia com Deus, é preciso que você se concentre. Desligue-se um pouco do mundo exterior. Feche seus olhos e procure visualizar imagens que pacifiquem o seu espirito e que tranquilizem sua alma. Vá falando para Deus tudo o que está dentro do seu coração. Tudo aquilo que você desejaria mudar e não consegue. Vá pedindo para Ele abençoar nesse momento de oração todo o seu ser e que realmente escute suas preces.





Acredite em seus pedidos você precisa confiar para conseguir obter as graças que pediu. Para não perder essa ligação com Deus é preciso que você reze diariamente. Dessa forma, o seu "canal" estará sempre aberto em sintonia com Ele. Se puder, reze várias vezes ao dia. E lembre-se: sempre com bastante naturalidade e com o coração bem aberto!